Política

Sandro Mabel e Henrique Meirelles na fila para assumirem ministério

Redação DM

Publicado em 18 de abril de 2016 às 19:04 | Atualizado há 2 anos

Dentre os goianos que podem assumir cargo de primeiro escalão em um eventual governo do peemedebista Michel Temer destacam-se dois nomes: Henrique Meirelles e Sandro Mabel.

A imprensa tem especulado os dois nomes de forma reiterada. Mas o termômetro das últimas horas caiu para o negativo.

O problema é que na própria imprensa teve início a sabotagem dos planos dos pretensos interessados. O caso de Meirelles é ainda uma incógnita. Ele é cotado para assumir o Ministério da Fazenda devido ao perfil técnico e bom desempenho à frente do Banco Central durante a gestão de Lula.

Um peemedebista do círculo de Temer, todavia, disse ao DM que as chances de Henrique Meirelles se reduziram. Com a declaração neste domingo, 17, de Aécio Neves, presidente do PSDB, que teria liberado políticos do partido para atuarem na futura gestão, caso Dilma Roussef seja destituída, Meirelles caiu uma posição na fila.

Devido ao peso da bancada, o PSDB tem o direito de indicar o ministro da Fazenda e um dos nomes sugeridos seria o senador José Serra.

Apesar de Aécio Neves garantir que não participará do governo, ele liberou o partido para negociar, desde que não comprometa todo o partido com a gestão de Temer.

MABEL

Por sua vez, as especulações em torno do nome do empresário Sandro Mabel aumentaram nos últimos dias e reduziram logo depois, principalmente pela aproximação física com o grupo de Michel Temer e Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados.

Mabel é figura conhecida nas reuniões de Temer. O goiano é considerado um confidente da cúpula peemedebista, principalmente nos tempos ‘cospiratórios’.

No final de 2015, a imprensa especulou que Sandro Mabel teria preparado uma articulação no Conselho de Ética da Câmara tendo em vista salvar Cunha.

 

 

Mais recentemente, a revista Época desmentiu que Temer teria interesses em Mabel. Na verdade, sua aproximação com o líder do Palácio Jaburu estaria constrangendo o grupo que tem expectativa de poder.

Mabel teria interesses no Ministério dos Transportes. Mas as portas estariam fechadas por conta de seu perfil.

O ex-deputado federal é o responsável pelo PL 4330/04, que cria uma série de possibilidades de relaxamento das regras da CLT e que prejudicam trabalhadores, como a terceirização da atividade-fim de empresa.

No caso, com a lei imaginada pelo político goiano, o trabalhador poderá perder direitos trabalhistas, uma vez que não seria mais contratado como empregado pela empresa onde exerce seu trabalho.

Após o início da tramitação da norma, Mabel acabou tornando-se ‘persona non grata’ entre trabalhadores. E a presença do  político passou a ser questionada pelos próprios peemedebistas que integram o grupo de Temer.

SEM PRESTÍGIO

Goiás foi praticamente ignorado nos mandatos de Lula e Dilma, não tendo representantes no primeiro escalão. Apesar de Meirelles ser goiano, ele não tem convivência com o Estado e sua presença no governo jamais interferiu positivamente para Goiás.

A ministra da Agricultura Katia Abreu é goiana, mas desmepenha seu mandato no Tocantins.

Sem prestígio no Governo Federal, Goiás  teve Iris Rezende nomeado ministro da Justiça durante a era FHC.  De lá para cá, o estado amarga cargos secundários – como a presidência da Valec, com o denunciado Juquinha das Neves (PR).

Em um futuro governo Temer,  Goiás não teria muitos articuladores para atuar na gestão federal. Temer tem rusgas com o PMDB goiano, principalmente por conta das eleições de 2014, quando o empresário Júnior Friboi tentou ser candidato ao governo, mas iris o afastou.

Temer é próximo de Friboi, que emprega Henrique Meirelles.  Logo, o grupo dele estaria reduzido aos empresários goianos e ao banqueiro – grupo pouco representativo do Estado.


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