Pânico viral
Redação DM
Publicado em 7 de abril de 2016 às 02:50 | Atualizado há 10 anos
Após segunda morte confirmada em Goiás em decorrência do vírus da Gripe A, verdadeiras multidões estão procurando hospitais e postos de saúde particulares da capital em busca da vacina contra o vírus.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde na última terça-feira (05), 71 pessoas perderam a vida no país em decorrência de complicações pelo vírus da gripe A (H1N1). A maioria das mortes relacionadas ao vírus aconteceu no estado de São Paulo. Neste ano, o número de mortes pelo vírus da Gripe A no Brasil já é quase o dobro do registrado em 2015 inteiro.
Em Goiás, o número de mortos em decorrência do vírus subiu para 2 após a morte da gestante Débora Cristina Rosa, de 19 anos de ida. A jovem morava em Caldas Novas, mas faleceu no Hospital Materno Infantil, em Goiânia, no último dia 29. Na última segunda-feira (04) a Secretaria de Saúde de Caldas Novas confirmou que a morte de Débora se deu em decorrência do vírus. Além de Débora, uma adolescente de Rio Verde também foi vítima do vírus.
O inesperado surto da doença tem levado verdadeiras multidões aos hospitais e postos de saúde à procura da vacina. A campanha pública de vacinação só irá começar no próximo dia 30, mas as vacinas podem ser encontradas nas redes particulares de saúde.
Gestantes que não vacinaram ano passado, entretanto, podem procurar postos de saúde públicos, que estão disponibilizando vacinas dos lotes do ano passado para protegê-las, visto que estão no grupo de risco. Os demais grupos de risco devem esperar a campanha pública de vacinação.
A assessoria de imprensa da Unimed, em entrevista para o Diário da Manhã, informou que a vacina tem o preço de R$ 90,00 para beneficiários e R$ 130,00 para não beneficiários e que o preço segue os padrões dos últimos anos, acompanhando a situação mercadológica, além de ser importada, o que contribui para aumentar o valor.
A assessoria contou à redação que a procura pela vacina tem sido muito alta, 800 pessoas estão sendo vacinadas por dia, e até agora, cerca de 3.200 pessoas foram imunizadas pelo órgão na capital.
Segundo informações da médica infectologista Luciana Barreto, a vacina não oferece risco para gestantes e crianças. Apesar disso, alguns lugares estão se negando a vacinar crianças menores de três anos ou dividindo a dose em duas, o que está gerando suspeitas em parte da população acerca da segurança da vacina.
Preço abusivo
Em São Paulo, a Fundação Procon notificou hospitais e laboratórios a prestarem esclarecimentos a respeito da cobrança abusiva pela vacina contra a Gripe A. Nesses hospitais e laboratórios do estado de São Paulo o valor da vacina passou de R$ 120 para R$ 215.
A assessoria de comunicação do Procon de Goiânia informou ao Diário da Manhã que não recebeu nenhuma denúncia de consumidores até agora a respeito de valor abusivo da vacina contra o vírus do H1N1.
Mas a orientação que o Procon dá é que os consumidores procurem saber junto à Anvisa o valor real da vacina de modo a comparar com o que vem sendo cobrado pelos hospitais e laboratórios da capital, e, caso haja discrepância, entrar em contato imediato com o Procon para que o órgão tome as devidas providências.
Sintomas e prevenção
Os principais sintomas da Influenza A (H1N1) são febre alta normalmente iniciada repentinamente, dor no corpo, dores de cabeça e indisposição.
Alguns cuidados, além da imunização por meio da vacina são necessários para evitar o contato com o vírus, como mantes as mãos sempre higienizadas, evitar levá-las ao rosto, além de evitar aglomerações.
A recomendação para quem apresentar os sintomas da doença é procurar imediatamente um posto de saúde, visto que H1N1 e SRAG podem matar.