Copa de 2026 bate todos os recordes e rende R$ 76,6 bilhões à Fifa
Léo Carvalho
Publicado em 21 de julho de 2026 às 10:01 | Atualizado há 3 horas
Final entre Espanha e Argentina reuniu mais de 80 mil torcedores e encerrou uma Copa marcada por recordes de público | Foto: ADIDAS/EFE
A Copa do Mundo de 2026 encerrou sua edição cercada por marcas históricas dentro e fora dos gramados. Além de ampliar o torneio para 48 seleções e ser a primeira realizada em três países-sede — Estados Unidos, México e Canadá —, o Mundial registrou recordes de público, arrecadação e audiência, ao mesmo tempo em que terminou sem incidentes graves de segurança.
De acordo com balanço apresentado pela Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, os estádios tiveram ocupação média de 99,7%, com mais de 6,5 milhões de torcedores presentes ao longo da competição. O número supera, segundo as autoridades norte-americanas, o público somado das duas edições anteriores do torneio.
Na decisão, disputada entre Espanha e Argentina, 80.633 espectadores acompanharam a final no estádio. Fora das arenas, a Fifa estimou que cerca de 8 milhões de pessoas participaram das fan fests realizadas durante os 40 dias de competição, enquanto a audiência global das transmissões ultrapassou 1,5 bilhão de espectadores.
A edição também entrou para a história pelo impacto financeiro. Beneficiada pela ampliação do número de jogos, pelo novo formato com 48 seleções e pela adoção da precificação dinâmica dos ingressos, a Fifa alcançou uma receita estimada em US$ 15 bilhões (cerca de R$ 76,6 bilhões), o maior faturamento já registrado pela entidade em uma Copa do Mundo.
Antes mesmo do início do torneio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a competição movimentaria “trilhões de dólares” na economia. Durante o balanço do evento, representantes da Casa Branca destacaram o aumento do fluxo de visitantes, a recuperação da atividade hoteleira, investimentos em infraestrutura e o fortalecimento do comércio nas cidades-sede. Em Dallas, por exemplo, a projeção foi de mais de US$ 2 bilhões em atividade econômica durante o Mundial, enquanto empresas de Seattle relataram vendas até dez vezes superiores às registradas em dias comuns.
Na área de segurança, o governo norte-americano classificou o planejamento como um sucesso. Um dia após a final, o diretor do FBI, Kash Patel, informou que não houve ataques criminosos de grande relevância durante toda a competição. Aproximadamente 5 mil agentes de segurança atuaram em diferentes regiões do país para garantir o funcionamento do esquema montado para o torneio.
A preocupação com ameaças envolvendo drones motivou uma das maiores operações de vigilância tecnológica já empregadas em um evento esportivo. Em torno dos estádios norte-americanos foi estabelecida uma zona de exclusão aérea com raio de aproximadamente um quilômetro. Mesmo assim, cerca de 1,6 mil drones desrespeitaram as restrições durante o Mundial, e mais de 700 foram interceptados ou abatidos pelas forças de segurança. Segundo as autoridades, nenhum desses episódios representou risco efetivo ao público.
O sistema de proteção implantado para a Copa deverá permanecer em operação como legado para as cidades anfitriãs e voltará a ser utilizado em 2028, quando Los Angeles receberá os Jogos Olímpicos.
Apesar das discussões envolvendo as políticas migratórias dos Estados Unidos e as restrições impostas a cidadãos de diversos países, o governo norte-americano destacou que, em mais de 80% das nações do mundo, os interessados em viajar para acompanhar a Copa conseguiram agendar entrevistas para obtenção de visto em menos de 60 dias.
Pesquisas também indicaram que boa parte dos norte-americanos não acompanhou o torneio, tornando os turistas estrangeiros e as comunidades de imigrantes protagonistas da ocupação dos estádios e das celebrações nas cidades-sede.