PIB do Brasil cresce 0,5% e fica próximo de EUA, Europa e média da OCDE
Léo Carvalho
Publicado em 1 de setembro de 2026 às 12:35 | Atualizado há 47 minutos
Economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre, em ritmo próximo ao registrado por Estados Unidos, Europa e média da OCDE | Foto: Reprodução
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 0,5% no segundo trimestre deste ano, resultado próximo ao registrado pelos Estados Unidos, pela Zona do Euro e pela média dos países integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
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Nos Estados Unidos, a economia cresceu 0,4% no período. O resultado representa uma leve desaceleração em relação ao primeiro trimestre, quando o PIB norte-americano havia avançado 0,5%.
Na União Europeia, a economia voltou a apresentar crescimento depois da retração de 0,1% registrada nos primeiros três meses do ano. Alemanha, França e Itália, consideradas as três maiores economias do bloco, tiveram expansão de 0,2%.
O desempenho europeu ocorreu mesmo diante dos efeitos da guerra no Irã sobre os preços dos combustíveis e da energia.
China desacelera
A economia chinesa cresceu 0,9% no segundo trimestre, na comparação com os três meses anteriores, considerando a variação trimestral sem anualização. O resultado ficou abaixo do registrado no primeiro trimestre, quando o PIB do país havia avançado 1,3%.
O desempenho representa o crescimento trimestral mais fraco da China desde meados de 2024. O consumo interno continua entre os principais pontos de fragilidade da economia chinesa.
A base de comparação também influenciou os resultados dos países que apareceram no topo do ranking. A economia da Irlanda, por exemplo, cresceu 3,9% no segundo trimestre, depois de registrar retração de 7% no período anterior.
Israel também apresentou forte recuperação. Após uma queda de 0,6% no início do ano, o país registrou crescimento de 3,6% no segundo trimestre.
FMI projeta crescimento global de 3%
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a economia mundial crescerá 3% em 2026. A previsão está abaixo da expansão global de 3,5% registrada no ano passado.
Segundo o organismo, a economia mundial conseguiu resistir ao choque provocado pela guerra no Irã melhor do que o inicialmente esperado. Até o momento, há poucos sinais de efeitos secundários significativos sobre a atividade econômica global.
Na avaliação do FMI, a alta mais intensa dos preços do petróleo foi evitada por uma combinação de fatores. Entre eles estão a redução dos estoques, o aumento da produção de petróleo fora do Golfo e medidas destinadas a diminuir a demanda pela commodity.
Outro fator apontado pela instituição é a expansão contínua das fontes de energia renovável. A menor intensidade energética das economias em comparação com anos anteriores também contribuiu para aumentar a capacidade de resistência diante dos choques externos.
As condições financeiras ficaram mais restritivas em abril, mas posteriormente apresentaram melhora. Desde então, permaneceram relativamente favoráveis quando comparadas aos padrões históricos.