Serviços ficam quase estáveis e PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre
Léo Carvalho
Publicado em 1 de setembro de 2026 às 11:55 | Atualizado há 52 minutos
Economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre, segundo dados divulgados pelo IBGE | Foto: Divulgação
O setor de serviços ficou praticamente estável no Brasil durante o segundo trimestre, com crescimento de 0,2% em relação aos três meses anteriores. Os dados fazem parte do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelo lado da oferta, os serviços representam o principal segmento da economia brasileira.
A indústria também apresentou pouca variação no período, com avanço de 0,1%. Entre os grandes setores da economia, o melhor resultado foi registrado pela agropecuária, que cresceu 2,8% entre abril e junho. O desempenho representa uma aceleração em relação ao primeiro trimestre, quando o setor havia avançado 2,3%.
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O ritmo dos serviços, por outro lado, diminuiu. A atividade havia registrado crescimento de 0,4% nos três primeiros meses do ano e passou para 0,2% no segundo trimestre. O resultado é o mais baixo desde o quarto trimestre de 2024, quando a variação havia sido nula.
Na indústria, a desaceleração foi ainda mais acentuada. Depois de crescer 1,2% no primeiro trimestre, o setor praticamente ficou estável entre abril e junho, com alta de apenas 0,1%.
Dentro da indústria, algumas das principais atividades registraram retração. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%. As indústrias de transformação tiveram queda de 0,4%, enquanto a construção também apresentou retração de 0,4%.
O desempenho da economia ocorreu em um cenário de juros ainda elevados, utilizados para conter a inflação. O custo mais alto do crédito dificulta investimentos por parte das empresas e reduz o consumo de determinados bens e serviços pelas famílias.
O elevado nível de endividamento dos brasileiros também funcionou como um fator adicional de pressão sobre a atividade econômica durante o período.
Em contrapartida, o mercado de trabalho continuou apresentando sinais de força. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também adotou medidas de estímulo à economia, buscando evitar uma desaceleração mais intensa da atividade antes das eleições.
Considerando a economia como um todo, o PIB brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano.