Reação na pressão
Redação DM
Publicado em 30 de março de 2016 às 03:09 | Atualizado há 10 anos
A crise é real, mas poderia ter sido pior. Com uma atuação totalmente instável no primeiro tempo e uma reação inacreditável no final de jogo, o Brasil buscou um empate improvável diante do Paraguai nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.
Os gols da seleção da casa, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, foram marcados por Lezcano e Edgar Benítez. No segundo tempo, Ricardo Oliveira e Daniel Alves, já nos acréscimos, deram igualdade ao marcador. No último lance do jogo, quase o lateral direito conseguiu uma virada épica. Com o empate, o time canarinho caiu para a sexta posição nas Eliminatórias e vai ficar até setembro, quando enfrenta o Equador, fora da zona de classificação para o mundial.
A Seleção Brasileira volta a campo somente em junho, mas pela Copa América Centenário, nos Estados Unidos. Pressionado no cargo, o técnico Dunga pode não chegar até lá.
O jogo
A primeira chance do jogo foi brasileira. Douglas Costa tentou inversão de bola para Willian. A zaga afastou mal e a bola sobrou para o meia do Chelsea, que cortou para a perna esquerda e bateu por cima do gol. A grande oportunidade foi apenas uma ilusão.
Abusando das jogadas em velocidade dos laterais e das bolas alçadas na área, o Paraguai organizou uma verdadeira blitz para cima da defesa canarinho, exigindo grandes defesas de Alisson.
Aos 17 minutos, o arqueiro do Internacional pegou o cabeceio de Ortíz. Dois minutos depois, Aguilar desviou de cabeça e encontrou Gomez na pequena área. Alisson pegou à queima-roupa.
Em um dos únicos momentos de lucidez ofensiva no primeiro tempo, o Brasil quase chegou ao primeiro gol. Willian recebeu de Douglas Costa e cruzou rasteiro. Ricardo Oliveira emendou uma bomba de primeira, mas a bola explodiu no travessão.
A superioridade paraguaia na etapa inicial teve sua consequência no final do primeiro tempo. Aos 40 minutos, Edgar Benítez ganhou de Daniel Alves na ponta esquerda e cruzou para o meio da área. Lezcano pegou de bate-pronto. A bola quicou no chão e encobriu Alisson.
Tentando dar maior dinâmica ofensiva no segundo tempo, o técnico Dunga voltou com o atacante Hulk no lugar de Fernandinho. Não deu tempo de esboçar reação.
Logo aos três minutos, o Paraguai conseguiu ampliar o placar. O jurássico Roque Santa Cruz fez um verdadeiro baile na ponta direita, ganhando de três marcadores. O passe veio para Ortiz, que lançou para Edgar Benítez dominar na área e tocar na saída de Alisson.
Partindo para o tudo ou nada, o Brasil tentou a reação partindo para as jogadas aéreas e de bola parada. O zagueiro Gil chegou a marcar de cabeça, mas a arbitragem assinalou falta do beque brasileiro no lance.
Pressionando a todo tempo, o Brasil diminuiu o placar aos 34 minutos. Hulk disparou da intermediária, o goleiro Villar deu rebote e Ricardo Oliveira conferiu para o gol.
O Paraguai sentiu o gol e o Brasil foi com tudo para cima, em busca do gol de empate, que saiu já nos acréscimos. Willian fez jogada pela ponta direita e achou Daniel Alves dentro da área. O lateral, como um verdadeiro atacante, limpou para a perna esquerda e bateu com categoria para empatar. A glória de Daniel Alves poderia ter sido ainda maior. No último minuto, o lateral disparou de fora, Villar deu rebote, e Filipe Luís ainda dividiu, obrigando o arqueiro à derradeira defesa.