PSDB veta alianças com PMDB, PT, DEM e SDD
Redação DM
Publicado em 28 de março de 2016 às 23:11 | Atualizado há 10 anos
A executiva estadual do PSDB, presidida por Afrêni Gonçalves, aprovou resolução, já enviada aos 246 diretórios municipais, em que veta alianças com partidos que não pertençam à base de sustentação do governo Marconi, no caso, o PMDB, PT, DEM, PRP e SDD nas eleições deste ano. O documento, que não cita os nomes dos partidos, ressalta que caberá ao diretório estadual do PSDB analisar e deliberar, previamente, sobre qualquer proposta de coligação com partido de oposição.
A resolução tucana adverte que a comissão provisória ou o diretório municipal que desobedecer a proibição estará sujeito à intervenção e os seus integrantes a sanções por ‘indisciplina e infidelidade partidária’, que podem resultar em expulsão, bem como a anulação da convenção.
A resolução foi assinada pelo presidente Afrêni Gonçalves, pelo secretário-geral João Moreira de Oliveira e pelo tesoureiro-geral Paulo Silva de Jesus.
O sinal verde da direção estadual do PSDB aos tucanos do interior do Estado é para que haja alianças na disputa pelas prefeituras e câmaras municipais com PP, PSD, PDT, PV, PHS, PT do B, PSB, Pros, PSL, PEN, entre outros. “Não podemos nos aliar a partidos que fazem oposição ao governo Marconi. Temos que estar ao lado dos companheiros que nos ajudaram a vencer as eleições de 2014”, sustenta o presidente Afrêni Gonçalves.
Adversários
O principal adversário dos tucanos goianos é o PMDB que, desde 1998, disputa diretamente as eleições majoritárias e proporcionais com o PSDB, em todos os níveis. Se há predominância tucana em relação ao governo do Estado – são cinco vitórias seguidas do grupo de Marconi Perillo sobre o de Iris Rezende -, há equilíbrio em relação ao pleito municipal, nos últimos anos. O PT é, historicamente, adversário do PSDB.
Já o DEM deixou de ser aliado do Palácio das Esmeraldas em 2014, quando Ronaldo Caiado, presidente do partido no Estado, levou o partido para a oposição, aliando-se ao PMDB. O mesmo aconteceu com o Solidariedade, já que o ex-deputado federal Armando Vergílio deixou a base marconista para unir-se ao PMDB de Iris Rezende. O PRP, presidido em Goiás pelo ex-secretário da Fazenda do governo Alcides, Jorcelino Braga, é adversário político de Marconi Perillo desde 2010.
Na campanha eleitoral de 2014, prefeitos e membros de diretórios municipais do PMDB, PT e DEM deixaram o palanque de Iris Rezende e optaram pelo apoio à reeleição do governador Marconi Perillo e praticamente todos já estão filiados ao PSDB ou a legendas da base aliada ao Palácio das Esmeraldas.
De olho em 2018
Afrêni Gonçalves ressalta que o objetivo da base aliada do governador Marconi Perillo, que reúne 17 partidos, é o de conquistar 200 das 246 prefeituras, já que, na opinião dele, terá reflexos na sucessão estadual de 2018. “As eleições deste ano estão atreladas ao pleito de 2018. Por isso, queremos conquistar dois terços das prefeituras e pavimentar o caminho para nova vitória na disputa pelo governo do Estado daqui a três anos.”
O dirigente tucano sustenta que, em razão das eleições de 2016 e de 2018 estarem dentro do mesmo contexto eleitoral, não tem sentido o PSDB aliar-se a partidos de adversários, como o PMDB, PT e DEM. “Vamos estar no mesmo palanque dos partidos aliados e não da oposição.”