Política

Chega ao fim aliança do PMDB com Paulo Garcia

Redação DM

Publicado em 23 de março de 2016 às 21:53 | Atualizado há 10 anos

 

A Executiva estadual do PMDB formalizou, na última segunda-feira, o rompimento oficial da aliança com o PT e o prefeito Paulo Garcia. A reunião, presidida pelo deputado federal Daniel Vilela, referenda a posição do diretório do PMDB Metropolitano que recomenda o afastamento definitivo do partido da administração de Goiânia.

O deputado estadual Bruno Peixoto, presidente metropolitano do PMDB, diz que, a partir de agora, o partido é oposição ao Paço Municipal e não faz parte mais do governo do petista.

A aliança entre os dois partidos está abalada desde meados do ano passado e era questão de tempo o fim oficial. O PMDB tem o nome de Iris Rezende para a eleição da Capital e não quer carregar o desgaste da gestão mal avaliada de Paulo Garcia.

Na semana passada, ao prestar contas na Câmara Municipal, Paulo Garcia disse que se sentia traído por Iris e revelou que o ex-prefeito deixou dívida de R$ 200 milhões na saúde.

Já o ex-prefeito Iris Rezende rebateu e disse que errou ao deixar a prefeitura de Goiânia nas mãos de Paulo Garcia em 2010 e ao apoiá-lo na eleição de 2012.

Um dos fatores que pesou no afastamento do PMDB, segundo um deputado estadual, é o alto índice de reprovação do governo Paulo Garcia. Entendem os peemedebistas que a candidatura Iris Rezende poderia sofrer desgastes eleitorais se o ex-prefeito manter o prefeito petista como aliado político.

Em 2008, Iris Rezende foi buscar o seu vice-prefeito no PT, sendo indicado o ex-deputado estadual Paulo Garcia. Em 2012, depois de deixar o Paço Municipal para disputar o governo de Goiás, Iris apoiou a reeleição do prefeito Paulo Garcia, que ocupava o cargo com sua desincompatibilização.

Cargos do PMDB

O presidente Bruno Peixoto diz que, por não ter indicado secretários a Paulo Garcia, cabe ao prefeito exonerar os peemedebistas que ocupam cargos na prefeitura de Goiânia. Tudo indica que o petista deverá exonerar os peemedebistas até 2 de abril – data-limite para desincompatibilização de agentes públicos que irão concorrer às eleições deste ano.

São oito os aliados de Iris Rezende que ocupam cargos no primeiro escalão da prefeitura de Goiânia: Andrey Azeredo (SMT), Fernando Machado (Saúde), Paulo Borges (Desenvolvimento Econômico), Carlos de Freitas (Procuradoria Geral do Município), Murilo Ulhôa (Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo), Ubirajara Abbud (Gabinete Executivo de Projetos Especiais – BRT), Sebastião Peixoto (Agência de Turismo) e coronel PM (Marco Aurélio Godinho (Gabinete Militar).

O advogado Andrey Azeredo anunciou que vai pedir exoneração do cargo, de imediato. Sebastião Peixoto, pai do deputado Bruno Peixoto, vai procurar o prefeito Paulo Garcia para entregar o cargo. Médico Fernando Machado pode desfiliar-se do PMDB e permanecer no secretariado.

O ex-prefeito Iris Rezende recomendou aos correligionários que entreguem, de imediato, os cargos que ocupam na gestão de Paulo Garcia. Existem peemedebistas que ocupam funções nos segundo e terceiro escalões da prefeitura de Goiânia, indicados pelos vereadores do partido.

Base na Câmara

O rompimento do PMDB com o PT poderá trazer prejuízos para a administração de Paulo Garcia na Câmara Municipal. São sete os vereadores do PMDB, sendo que dois – Clécio Alves e Célia Valadão – fazem oposição aberta ao Paço Municipal. Os demais são: Denício Trindade, Eudes Vigor, Izídio Alves, Mizair Lemes Júnior e Wellington Peixoto.

A previsão é de que, com o rompimento entre os dois partidos e a exoneração de aliados políticos no Paço, os vereadores peemedebistas passem a fazer oposição sistemática ao prefeito Paulo Garcia.

Novo projeto

O presidente do PMDB Metropolitano, Bruno Peixoto, teve conversa reservada com Iris Rezende, na última segunda-feira, quando saiu convicto de que o líder do PMDB vai concorrer à prefeitura de Goiânia este ano. “Iris Rezende será o nosso candidato. Não há mais dúvida disso. O PMDB vai apresentar um projeto administrativo diferente do que está sendo executado em Goiânia.

Para ele, qualquer aliança entre PMDB e PT, na Capital, poderá ocorrer no segundo turno das eleições, “caso Iris Rezende não vença já no primeiro turno.”


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