Quem são os candidatos da esquerda?
Redação DM
Publicado em 23 de março de 2016 às 21:50 | Atualizado há 10 anos
Os grandes partidos políticos já estão se organizando para as eleições em outubro, lançando pré-candidatos, articulando dentro do partido e formando possíveis alianças políticas. PSDB, PSB, PSD e PMDB já têm seus possíveis candidatos que concorrerão à prefeitura de Goiânia, mas os partidos menores da esquerda, também estão se organizando para disputarem as eleições na Capital? Em 2014, para concorrer às eleições ao governo do Estado, os partidos de esquerda se uniram e formaram um bloco para tentar vencer o pleito. Nas eleições deste ano será igual?
Até o momento, o PSOL foi o único a lançar oficialmente pré-candidato, o professor Flávio Sofiati, escolhido por unanimidade pela legenda no último dia 05 de março. A intenção da sigla é formar uma Frente de Esquerda com outros partidos socialistas. O PSOL aposta na ampla mobilização da sociedade como resposta aos graves problemas que atingem a população goiana, tendo lançado a campanha-movimento: “Se a Cidade Fosse Nossa”, que pretende reunir diversos movimentos sociais, como movimentos sindical, LGBT’s, feministas, ambientalistas, de negros e negras, de bairros, além sociedade em geral.
De acordo com Sofiati, sua candidatura pretende demonstrar que “é possível o direito à cidade em seu sentido mais pleno, com o poder sendo exercido diretamente pela população de Goiânia e com base em princípios ecológicos e socialistas”, destacou. Como já acontece em outros estados, o PSOL pretender propor aos partidos de esquerda PCB e PSTU, entre outros, a edição goiana da Frente de Esquerda, dialogando com outras organizações políticas, como o Movimento Raiz Cidadania e a Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes.
Em contato com a direção do PSTU de Goiás, a reportagem do DM foi informada de que o partido ainda “não tem uma posição fechada sobre o tema”. Entretanto, a legenda reforça a necessidade de unificação da Esquerda Socialista em Goiânia. “Vivemos uma realidade de crise econômica e política que coloca como necessidade que a classe trabalhadora se organize de maneira independente para que possam almejar vitórias em suas lutas contra os patrões e os governos”, ressalta a nota resposta.
A direção do partido ainda aponta a situação que o Brasil vive atualmente e a falta de partidos que representam os reais valores da Esquerda. “Já estamos nós últimos anos presenciando um número de horas-greve comparável aos patamares dos anos 1980. A diferença é que na década de 1980 a classe trabalhadora contava com o PT enquanto partido de classe independente. Hoje, sofremos com uma ausência de referencial político do campo da esquerda socialista. Superar o estrago que o PT deixou em termos de desilusão em um projeto político verdadeiramente transformador é uma tarefa difícil e o PSTU não acredita que alguma das três organizações políticas que poderiam vir a compor a Frente de Esquerda Socialista tenha condições, em Goiás, de disputar esse espaço sozinha”, acredita.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da presidente regional do PC do B, a deputada estadual Isaura Lemos, para saber se o partido pretende lançar candidato próprio para disputar a prefeitura de Goiânia, mas não obteve retorno, sendo informada de que a parlamentar está em viagem. A reportagem também entrou em contato com o PCB, mas as ligações não foram atendidas e as mensagens não foram respondidas.