Brasil

O preço da traição

Redação DM

Publicado em 18 de março de 2016 às 00:40 | Atualizado há 10 anos

Dos anos 90 para cá, o Brasil caminhava passos largos e sólidos sob os trilhos do real, da credibilidade internacional, orquestrado pelos planos sociais e de cidadania criados pelo governo Fernando Henrique, enriquecidos pela saudosa socióloga Rute Cardoso e alicerçado por patriotas incansáveis como José Serra.
Os objetivos sociais de então, somados ao exemplar modelo de saúde, educação e outros, foram copiados “ipsis literis” por vários países mundo afora.
O Brasil irradiava sua importância.
Exceto, por óbvio, para Cuba, Venezuela e Bolívia, cujo desbotado e falido vermelho era e é um casuísmo, uma ditadura, liderados forçadamente, por amebas sindicalistas. O perigo estava presente. Imbecis correligionários de lá, instalados aqui. Aqui no Brasil.
O parasita dos sindicatos e a ex-guerrilheira doidivana, devagar emitiam mensagens subliminares ao “Zé povinho”, fazendo-o esquecer das grandes conquistas, após décadas de infortúnio e instabilidade financeira que permeamos.
Foi aí, que esses elementos sob o codinome de partidos dos trapaceiros, resolveram brincar de “Ali Babá”.
Aconteceu.
Por sorte nossa, o Ali e a Babá, criaram somente 39 asseclas e não 40. Até nisso, na corrupção, no roubo, na imoralidade, na incompetência, ele e ela não conseguiram alcançar o lendário. Até hoje só 39 ministros. Alguns de viola, sanfona e pandeiro, vestidos como palhaços ou pai de santo.
Mas vamos ao cerne da questão.
O Brasil, ou melhor, nós, brasileiros, deixamos a certeza, a solidez, o caminho de uma grande nação para pegar outros trilhos – “tipo assim” a norte-sul: um engodo.
E aí, o elemento que nada produziu em vida, aliado a meia dúzia de faroleiros, conseguiu encantar os eleitores, sob a promessa de um eldorado alheio.
Outras eleições vieram e o discurso esmoler ao Zé povinho foi tomando proporções desastrosas, e dando continuidade a um falso projeto de soberania, de povo e de governo, embriagando as mentes sofridas sob as botas dos coronéis do nordeste e uma imposta liderança mineira por estirpe.
Já estava visível o lamaçal da corrupção, do desrespeito, do estado de esquerda, implantado na coluna dorsal da falida República, notadamente, no Poder Legislativo.
O grito de alerta foi dado reiteradas vezes. A marolinha do bêbado já fazia-se um tsunami. Mas, ainda era possível soerguer este gigante por várias vezes derrubado.
Tínhamos um líder de espírito público inquestionável. Tínhamos mais do que isso. José Serra, Álvaro Dias, Pedro Simon, Joaquim Barbosa, etc. Era possível salvar a nação.
Foi então, que a vaidade e a familiocracia estancaram nosso futuro. Surge Aécio Neves proclamando “ou eu ou eu”.
Aproveitando-se dessa malograda ideologia, “espelho, espelho meu”, os partidos constituídos pelos “excelentíssimos achacadores” (palavras do próprio Ministro petista), continuariam mandando.
Doutor lado, eis que um rapazinho de Minas Gerais que se auto instituiu herdeiro do trono, e tentou repetir a tragédia da casa da Dinda. Vestiu-se como bom garoto, e não sendo o candidato a Presidência da República, tirou a carta de Joaquim Silvério dos Reis, derrotando seu próprio candidato José Serra, num ato inescrupuloso de traição.
É questão de memória. Lembremos prezado leitor: Aécio de braços dados com a Babá, disse em plena campanha: “Se a senhora souber ser generosa com Minas Gerais, os mineiros saberão retribuir.” Este foi o punhal enferrujado de políticos traiçoeiros que derrotou o Brasil e não o candidato José Serra.
Agora, recentemente, esse mesmo político, candidatou-se à presidência, esquecendo-se que há 04 anos pretéritos havia traído seu partido, seu candidato e seu próprio povo. Fez pior. Mentiu. Em todos os debates afirmava categoricamente, nas redes de televisão, rádio e jornal, ser detentor de 92% da aprovação dos seus conterrâneos. É uma questão de ciências exatas. Números não mentem. Minas Gerais reprovou seu próprio candidato pela primeira vez na história do Brasil, somando votos aos currais nordestinos.
Razão simples. Vaidade, traição e mentira, lema que até agora, conduziu a oposição ao fracasso eleitoral.
Todavia, fecho com orgulho: o Sul, o Norte, o Centro Oeste, notadamente Goiás, fizeram ou fizemos mui bem, a lição patriótica. Ganhamos até mesmo considerando a oligarquia de extrema direita de Goiás, apoiando um subserviente coronel (dantes inimigos), capacho dos vermelhos da estrelinha.
Enquanto o Poder Judiciário e os guardiães da Pátria não tomarem medidas urgentes, drásticas e severas, os cameleões do Côncavo e do Convexo, sob as insígnias PMDB e PT, continuarão camufladamente mudando de cor a cada “toma lá, dá cá”. Sabedores de que a oposição é fraca, e que só precisam de 171, continuarão “mensalando” entre Cunha, Calheiros, canalhas, todos TEMERários, perfazendo o quorum em gênero, número e grau de bandidagem.
Alfim, resta-nos assistir aos desfecho estelionatário. Viva os 171 do Congresso Nacional.

(Omar Fabiano Batista, advogado)


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