Movimentado, mas não no placar
Redação DM
Publicado em 29 de fevereiro de 2016 às 01:03 | Atualizado há 1 ano
Talvez o jogo de Goiás e Atlético tenha sido mais divertido de assistir para o torcedor comum. Teve quatro gols e torcidas rivais no mesmo estádio se provocando. Mas o Derby do Cerrado é de fato Vila Nova e Goiás. Pouco foi falado antes do jogo, mas nas quatro linhas a “chinela cantou”.
Foi um jogo muito intenso do início ao fim. Jogadores do Vila dividiam a bola com muita vontade e várias vezes de forma violenta. Os esmeraldinos também não perdoaram e com isso a partida foi empolgante. Ambas as equipes criaram chances claras de gols.
Teve empurrão, discussão na saída de vestiário, polêmica em campo etc. Tudo que um clássico precisa, faltaram apenas gols e torcidas vibrantes. Ambos os times jogam novamente no próximo domingo às 16 horas pelo Goianão. O alviverde recebe o Goianésia na Serrinha e o Tigre vai até Catalão para enfrentar o Crac. O Vila ainda faz uma partida antes pela Copa Verde, quinta no Serra Dourada, jogo de volta contra o Brasília, às 21h30.
O Jogo
Como era esperado, o Goiás começou melhor e ditando o ritmo de jogo. Em um erro de passe, Luiz Fernando colocou Raphael Lucas na cara do gol aos sete minutos, ele chutou dentro da área e Wagner Bueno fez excelente defesa.
O Periquito pressionava e jogava bem, enquanto o Tigre, recuado, aguardava sua chance. A chuva desceu com vontade no Serra aos 20 minutos e a oportunidade vermelha veio aos 21 minutos com um lançamento longo de Robston para Luiz Fernando na quina da grande área. Ele conduziu para o meio e chutou de canhota para fora.
Aos 28 minutos, Daniel Carvalho passou para Patrick, que fuzilou de dentro da área. Wagner Bueno espalmou para cima e agarrou em seguida. Um minuto depois, Daniel Carvalho chutou da meia-lua e mais uma vez foi melhor para o goleiro colorado, que cedeu escanteio.
A partir daí só deu Vila Nova. O meio-campo tocava a bola com classe e pôs o Goiás na roda. Aos 34, em bola levantada na área, Fernando Neto cabeceou muito bem e quase abriu o placar. Dois minutos depois, em uma bola sobrada, ele chutou de primeira e o desvio deu escanteio para o Tigrão, que jogava em cima.
Os escanteios de Zotti eram venenosos e aos 37 quase que um deles virou gol devido a enorme confusão na área. Aos 43 minutos, Frontini puxou contra-ataque e mandou bola cruzada na pequena área, Zotti chutou caindo e essa foi a última chance do primeiro tempo. No intervalo bate-boca entre Frontini com Enderson Moreira. Luiz Fernando teria jogado água na cara de Patrick, do Goiás. Os jogadores saíram de campo xingando bastante uns aos outros.
Veio o segundo tempo e com três minuto Zotti deu de bandeja um gol para Frontini. Ele, cara a cara com Renan, acertou a trave. O Vila Nova voltou melhor no segundo tempo, mas a intensidade foi reduzida. O Tigrão sempre esteve mais perto de achar o gol, porém já não criava mais. A única chegada relevante do Goiás foi aos 23 minutos. Raphael Lucas recebeu em posição de impedimento e chutou. No desvio, o Verdão ganhou escanteio.
Enderson Moreira fez três alterações, colocando jogadores da base, mas o cenário não mudou. Mancini também mudou três. O time rendeu mais com a saída de Frontini que estava cansado, mas perdeu com contusão de Zotti.
Aos 44, o Vila ainda teve uma última chance, Fernando Neto finalizou de longe, a bola desviou e quase matou Renan, que voltou e fez boa defesa para escanteio.
No final foi assim, 14.757 pessoas presentes viram um clássico pegado, com empurrões em campo fora de jogada e boas chances para cada lado. Melhor partida do Vila no ano e para o Goiás um gosto amargo, pois a vitória que parecia fácil não veio.
