Reencontro em alta
Redação DM
Publicado em 28 de fevereiro de 2016 às 22:45 | Atualizado há 1 ano
Na rodada de abertura do Campeonato Goiano, Vila Nova e Goiás se enfrentaram em um clássico repleto de pequenas polêmicas, mas sem grandes emoções dentro de campo. Muito se falou fora das quatro linhas, mas pouco se fez dentro delas.A primeira pitada da rivalidade partiu da Polícia Militar, que, em conjunto com a Federação Goiana de Futebol e os clubes, sugeriu a partida com torcida única.Os jogadores das duas equipes acirraram os ânimos no microfone. O meia esmeraldino Daniel Carvalho acendeu o fio de pólvora ao declarar que havia pensado que o maior clássico do futebol goiano seria Goiás x Atlético Goianiense. Robston, capitão colorado, retrucou, dizendo que nem sabia que o jogador estava no Goiás. Em um momento de exaltação, o volante se equivocou, quando disse que o time teria que jogar com “olho no sangue”, ao invés de sangue no olho.
Os jogadores esmeraldinos não deixaram por menos. Patrick e Rafhael Lucas fizeram alusão à frase dita por Robston nas comemorações, mas o jogo ficou devendo pela falta de competitividade.
Para esse segundo turno, jogadores e treinadores de ambas as equipes tentam fugir de polêmicas, e pregam respeito ao adversário. Desta vez, o jogo terá torcida única do Goiás, e a diretoria esmeraldina espera mais de 20 mil torcedores no Serra Dourada, mais que o dobro do que levou o Vila Nova na estreia.
Esmeraldinos evitam “guerra de palavras”
Zeca Filho,Da Editoria de Esportes

Depois de vencer a Aparecidense na última quarta feira por 2 a 0, o Goiás se isolou na liderança do Grupo A, com 16 pontos, e agora terá pela frente o segundo clássico contra o Vila Nova .
Marcado por bastidores inflamados, o primeiro clássico, também no Serra, teve a vitória do Goiás por 2 a 0, gols de Patrick e Rafhael Lucas, e muita provocação dos esmeraldinos com o volante Robston, que protagonizou uma “guerra” de palavras saudável com o meia Daniel Carvalho na semana que precedeu o clássico.
Agora, passadas sete rodadas, os jogadores do alviverde adotaram o discurso de total foco na partida, sem proporcionar “armas” ao rival, fato esse ressaltado pelo meia Daniel Carvalho durante a semana.
Visando o “derby do cerrado”, o técnico Enderson Moreira terá um retorno e um desfalque na composição de sua equipe. Suspenso no último jogo em Aparecida, Wesley Matos retorna à equipe no lugar de Alex Alves. Já Carlos, que foi expulso contra a Aparecidense, dará lugar a Ramires, em um esquema um pouco mais consistente por parte do treinador esmeraldino, com três volantes (Ramires, William e Patrick).
Artilheiro do campeonato com quatro gols, o centroavante Rafhael Lucas ressaltou que um clássico contra o Vila Nova muda a concentração e a motivação da equipe, mas enfatiza que Enderson Moreira vem pedindo a seus comandados que mantenham o foco independente de contra quem estiverem jogando.
“Olha, não era pra mudar, mas a gente sabe que muda. Clássico é clássico e às vezes quando vamos jogar contra um time de interior nós não vamos com a mesma concentração de clássico, mas o Enderson vem trabalhando muito isso com a gente para que se independente de ser jogo contra times grandes ou pequenos, a gente mantenha a concentração, o foco para que não deixe cair, pois estes times têm qualidade. Sabemos que tem como mudar, mexe com a cidade e não tem como falarmos que clássico será a mesma coisa” ressaltou.
Apesar de estar disputando a artilharia com Nonato, Rafhael Lucas, que hoje tem quatro gols, não se diz muito preocupado com relação a questão da artilharia. O jogador se diz tranquilo, e salienta que o principal é o Goiás vencer, independente de ele fazer gols ou não.
“Tem de estar tranquilo e favorável sempre, não fico me preocupando com o adversário na artilharia, tenho de me preocupar com meu trabalho no Goiás. Se o Goiás vencer e eu fizer gol, vai estar de bom tamanho, se o Goiás vencer e eu não fizer gols, também estará de bom tamanho, mas é claro que busco ajudar a fazer os gols, mas com relação a artilharia eu estou tranquilo. Primeiro temos de pensar no grupo e no título, que é o mais importante.”, ressaltou.
Tigre calça “sandálias da humildade”
Nasser Najar,Da Editoria de Esportes

Se no início do Campeonato Goiano o Vila Nova se sentia o favorito ao título do Goianão, agora o discurso e os ares são outros. No primeiro clássico do ano, o Tigrão provocou e não se deu bem. Agora o cenário deste confronto aponta o esmeraldino como favorito.
Nesta semana, o Colorado teve o desfalque de três jogadores por conta de lesão. O jogo contra o Anapólis tirou o goleiro Edson, o zagueiro Vinícius Simon e o lateral-direito Bruno Oliveira de combate. Além disso, o volante Victor Bolt está suspenso e o meia Fernando Neto sequer treinou na tarde de ontem. Para agravar o sofrimento que se passa na mente do torcedor, Márcio Fernandes pediu demissão após um ano como treinador do clube e o diretor de futebol Hugo Jorge Bravo também abandonou o posto no mesmo dia.
Hoje quem comanda o Vila é o treinador do sub-20, Rogério Mancini. Ele treinou a equipe com uma formação 4-5-1. O zagueiro Reginaldo será improvisado na lateral direita. Marinho Donizete, que é lateral esquerdo, será utilizado no meio campo. Fernando Neto deve jogar, mas caso seja sacado, Roger foi quem treinou no seu lugar. Leandro Bulhões é o substituto de Bolt. Tudo indica que o Vila Nova entrará em campo assim: Wagner Bueno; Reginaldo, Douglas Assis, Anderson e Patrick; Leandro Bulhões, Robston, Fernando Neto, Zotti e Marinho Donizete; Frontini.
“Gosto desse sistema, tenho mais controle. Às vezes vira um 4-3-3. A gente tem um volante que vai coordenar as duas linhas. São duas linhas com um volante no meio. As linhas sobem e descem juntas, é uma ideia de compactação”, explicou Rogério Mancini.
O Vila Nova está em segundo lugar no grupo B, com 12 pontos, e em terceiro na classificação geral. Tem campanha de três vitórias, três empates e uma derrota. O único jogo em que foi vencido este ano foi justamente contra o Goiás. Mesmo que perca o clássico, o Tigre seguirá figurando no G-4.
A esperança colorada repousa nos pés de Zotti. O meia, que começou o ano na reserva e quase foi negociado com o mundo árabe, está apresentando um excelente futebol. Tem dado cadência e ritmo de jogo no meio campo. Não fez gol, mas está distribuindo a bola. Se Zotti jogar o seu futebol e a equipe se conscientizar que clássico é o alimento da alma do torcedor e é esse tipo de jogo que povoa o imaginário do vilanovense por anos a fio, o Vila pode surpreender um adversário melhor, mas que não é nada de excepcional.
