Adeus repentino
Redação DM
Publicado em 26 de fevereiro de 2016 às 02:29 | Atualizado há 1 ano
O futebol é dinâmico. A frase clichê dita e repetida dia após dia no futebol ganhou uma representação quase perfeita no ambiente interno do Vila Nova. Se na quarta-feira o técnico Márcio Fernandes foi homenageado com placa e bolo, por completar um ano à frente do comando técnico do Vila Nova, ontem, o treinador surpreendeu ao pedir o seu desligamento do clube. O motivo: proposta do Botafogo-SP, campeão da Série D nacional no ano passado, que seduziu Márcio com um novo projeto.
Apenas um dia depois de comemorar a vitória sofrida para cima do Anápolis, o treinador sequer iniciou a preparação do Tigre para o clássico diante do Goiás, no domingo, às 16h. “Estou indo para o Botafogo-SP. O que me leva para lá é a mesma coisa que me trouxe para o Vila no ano passado: o projeto. Acho que vou poder fazer um bom trabalho lá”, justificou Márcio.
Campeão Goiano da Divisão de Acesso e Brasileiro Série C, Márcio Fernandes chegou a viver instabilidade no cargo esse ano, com a sequência de empates no Campeonato Goiano. Chegaram a ser veiculadas sondagens de Anápolis e XV de Piracicaba, mas nada que evoluísse para uma situação concreta. Segundo Márcio, a sua decisão foi tomada em cima da hora. “Decidi exatamente ao meio-dia. Percebi que minha hora havia chegado. É difícil explicar ao certo, mas senti que era momento de deixar o Vila Nova. Foi uma ano de muito trabalho e várias conquistas. Agora vou seguir meu caminho. Sou muito grato a todos no clube”, despediu-se.
Por coincidência, Márcio fez sua última partida com vitória sobre o Anápolis (1 a 0), mesmo time contra o qual o treinador estreou. Na Divisão de Acesso do Campeonato Goiano de 2015, o treinador iniciou sua caminhada no Tigre com uma vitória por 2 a 1, também no Serra Dourada.
Ao todo, foram 44 jogos pelo time colorado, com 26 vitórias, 10 empates e oito derrotas, com um aproveitamento de cerca de 66,67%. “No início, havia certa desconfiança, pois o Vila vinha de um ano ruim. A pressão por bons resultados era grande, e eu assumi o time durante o campeonato, o que não é o ideal. Mas, aos poucos, fui implementando minha filosofia e meus métodos de trabalho. Tivemos uma sequência excepcional nos primeiros jogos da Divisão de Acesso, chegamos ao quadrangular final, conquistamos o acesso e, na briga direta com o Anápolis, levamos a melhor e fomos campeões”, relembrou.
Futuro
Ainda não há nomes ventilados para a sucessão do cargo de Márcio Fernandes, mas essa decisão deve ser centralizada pela figura do presidente executivo Gutenbergue Veronez. Isso porque logo após o anúncio da saída do treinador, o diretor de futebol Hugo Jorge Bravo entrou de carona e também pediu desligamento.
Segundo Bravo, sua saída se deu por conta de discordâncias com a direção executiva. No entanto, o ex-diretor afirmou que a decisão foi aceita de maneira amistosa, e não descarta uma possível volta em um futuro próximo.
O técnico do sub-20, Rogério Mancini, comanda o Tigre interinamente contra o Goiás, e hoje à tarde deve definir o time que vai a campo contra o Goiás
