“Não tem condições psicológicas”
Redação DM
Publicado em 18 de fevereiro de 2016 às 00:41 | Atualizado há 10 anosOs fatos ocorridos no clássico do último domingo ainda repercutem nos bastidores do Goiás. Após a partida, o departamento jurídico do alviverde protocolou junto à Federação Goiana de Futebol um documento contendo possíveis erros do árbitro Wilton Pereira Sampaio, no empate por 2 a 2.
Neste ofício estão selecionados alguns lances da partida, nos quais foram apontados alguns erros cometidos pela arbitragem no jogo diante do Atlético. O diretor jurídico esmeraldino, João Bosco Luz, explicou, em entrevista coletiva, que Wilton Pereira Sampaio não está sendo vetado de apitar os jogos do Goiás neste Campeonato Goiano e, sim, que o árbitro Fifa não estaria apresentando “condições psicológicas” para apitar partidas de Goiás e Atlético.
“O Goiás não está vetando o Wilton Pereira Sampaio de seus jogos. O clube está pedindo que a Federação analise os lances e tome as providências necessárias para evitar que isso ocorra novamente. Nós entendemos que o árbitro não está em condições psicológicas de apitar jogos no Campeonato Goiano, principalmente jogos do Goiás e do Atlético”, analisou o dirigente.
São dois os lances apontados pelo Goiás, na reclamação feita à Federação Goiana. No primeiro, foi o lance que originou o pênalti para o gol de empate do Dragão. O alviverde alega que, no início da jogada, o atacante Carlos Eduardo sofreu falta e logo após o juiz teria dado pênalti inexistente, no qual Jorginho deveria receber cartão amarelo por simulação, o que redundaria em uma expulsão.
“O jogador do Atlético-GO (Jorginho) já tinha cartão amarelo. Deveria ter recebido o segundo, por simulação, e, consequentemente, ter sido expulso. Mas ele ganhou um pênalti e o gol de empate de presente. No segundo pênalti marcado contra o Goiás, o jogador do Atlético-GO teve todas as condições de finalizar. Para nós, não foi pênalti. Além disso, teve a expulsão do Enderson Moreira. Ele já está suspenso para o próximo jogo e irá a julgamento. Para não falarmos que é apenas contra o Goiás, entendemos que houve um pênalti não marcado para o Atlético-GO. Este lance deveria ter sido marcado, mas não foi”, salientou João Bosco.
O segundo lance acontece na etapa complementar, também em torno de um lance de pênalti, desta vez, o defendido por Renan. O alviverde reclama que a jogada foi concluída antes mesmo de acontecer o choque dentro da área entre William Schuster e o goleiro Renan. Além do lance em si, o clube reclama da expulsão de Enderson Moreira, quando do lance, já que o árbitro teria entendido que o comandante esmeraldino teria sido irônico após a defesa de Renan.
Mesmo com o protesto, João Bosco Luz frisa que esta reclamação não se baseia apenas com lances contra o Goiás e sim com erros em geral que vêm acontecendo no campeonato goiano.
“Infelizmente tem apresentado algumas deficiências no campeonato goiano. Quando o árbitro comete erros que não interferem no resultado, você aceita e é normal. Mas quando esses erros são recorrentes se tornam preocupantes porque demonstra uma deficiência técnica e precisa ser corrigida”, frisou.