Manifestantes contam 90 mil nas ruas contra Dilma e Lula
Redação DM
Publicado em 13 de março de 2016 às 21:09 | Atualizado há 2 anos
O “Fora Dilma” que ocorreu em Goiânia foi o protesto mais significativo desde as manifestações históricas de 2013, quando uma onda de indignação tomou conta do Brasil.
A Polícia Militar de Goiás calcula que 60 mil pessoas participaram do “Fora Dilma” deste domingo, 13.
Por sua vez, os manifestantes contabilizam 100 mil. O cálculo costuma ser sempre impreciso, apenas aproximado, devido a dificuldade em analisar os grandes aglomerados humanos.
Em meio ao discurso de que é preciso renovar as esperanças do povo brasileiro com a política, os manifestantes cobraram ações efetivas contra a corrupção e o afastamento imediato de Dilma Rousseff da presidência da República.
Volta e meia e a defesa do juiz Sérgio Moro – responsável pelas condenações da operação da Lava jato – foi celebrada pelos indignados que percorreram cerca de 5 Km até a sede da Polícia Federal.
A reportagem do DM acompanhou o manifesto e percebeu que no protesto de ontem existia um grupo nitidamente no comando – o Movimento Brasil Livre (MBL), que controlava o carro de som e os aparatos de comunicação.
Todavia, os manifestantes do chão em sua maioria não acompanhavam as palavras de ordem ditas no carro de som.
Muitas vezes, os goianos que participavam das manifestações até vaiaram alguns posicionamentos fora da pauta – como a questão do desarmamento da população. Alguns oradores atacaram o posicionamento legal que exige o controle das armas de fogo entre a população.
Contudo, a defesa geral entre os que seguiam no caminhão de som e manifestantes de rua era a mesma: “Fora Dilma, Fora Lula, Fora PT”.
Na avenida 85, antes da chegada na Polícia Federal, os manifestantes reclamaram da falta de cuidado do prefeito Paulo Garcia, que é do PT, com as árvores da cidade.
A dona de casa Maria do Rosário Gonçalves, moradora do setor Coimbra, foi com a vizinha Ana Lúcia protestar contra Dilma e os “roubos” que ela atribui ao PT. Para Maria do Rosário, tinha que ter protesto toda semana: “Se essa pressão acontecesse sempre, com certeza, existiriam menos corruptos”.
O deputado federal João Campos (PSDB), líder da bancada evangélica, era um dos mais entusiasmados com o protesto e pediu responsabilidade aos que se manifestavam. Ele saiu de seu escritório político e se dirigiu para a praça Tamandaré, de onde saíram os primeiros manifestantes. “É um ‘não’ aos desvios, um ‘não’ contra as mentiras, O povo quer impeachment! O povo é contra a corrupção. Me junto ao povo neste instante pois o Brasil tem que ser passado à limpo. Mas sem golpe. Temos que fortalecer o Judiciario e o parlamento”.
BOM HUMOR
Muitos dos participantes usaram o bom humor para protestar, como o artista plástico Aucizer, que misturou Dilma com o mosquito da dengue. “É a ‘mosquita’, entendeu? Ela pica a gente todo dia!”, disse.
Durante a fase final da caminhada até à Polícia Federal (PF) ocorreu uma leve chuva, que motivou os líderes: “Com chuva ou sem vamos chegar na Polícia Federal”.
A manifestação chegou ao fim às 17h30 após os participantes realizarem uma oração e cantarem o hino nacional. Logo em seguida, o grupo se dispersou, sendo que parte retornou novamente pela avenida 85.
O comando da PM afirma que o protesto foi tranquilo, sem contratempos ou conflitos. A reportagem do DM não identificou nenhuma pessoa em meio aos manifestantes com camisa vermelha. A regra inerente ao protesto era usar verde e amarelo ou no mínimo deixar roupas vermelhas (a cor do PT) no guarda-roupa.
RIO VERDE
Várias cidades goianas organizaram protestos contra Dilma e PT. Em Rio Verde o movimento reuniu cerca de 1,5 mil pessoas, que protestaram pela manhã na Praça da Matriz.
Administrada pelo PT, Anápolis reuniu cerca de 2 mil pessoas que se manifestaram contra o PT.
Valparaíso de Goiás, que também teve experiências políticas com o mesmo partido de Dilma, contabilizou mil pessoas nas ruas.

