Protesto em Madureira fecha estações do BRT por quatro horas
Redação DM
Publicado em 22 de janeiro de 2016 às 08:20 | Atualizado há 11 anosRIO — Uma manifestação contra a morte de um morador do Morro da Fazendinha, no Complexo da Serrinha, interditou os dois sentidos da Avenida Ministro Edgard Romero, em Madureira, na Zona Norte do Rio, e fechou seis estações do BRT, nesta sexta-feira. O grupo ateou fogo em lixões na via e provocou depredações em onze ônibus. Os ônibus voltaram a circular por volta das 22h, após quatro horas de serviços parcialmente interrompidos.
Em nota, o BRT informou que “para garantir a segurança dos passageiros e evitar novos episódios de vandalismo como ocorreram na tarde de hoje, o BRT decidiu fechar momentaneamente seis estações, do corredor Transcarioca: Manacéia, Mercadão, Otaviano, Vila Queiroz, Vaz Lobo e Marambaia”.
O consórcio disse, ainda, que houve saque na Estação Otaviano. Na estação Vila Queiroz, dois monitores e uma máquina de refrigerante foram destruídos, e as lixeiras foram arrancadas. Na Otaviano, a máquina de refrigerante foi lançada no meio da pista. O tumulto também prejudicou os intervalos das viagens.
O BRT informou que, “por causa da confusão, os ônibus que partem do Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, estavam indo até o Terminal Paulo da Portela, em Madureira. E os veículos que saiam do Terminal Fundão e da Estação Galeão circularam até a Estação Vicente de Carvalho.”
A manifestação começou por volta das 17h. Segundo o 9º BPM (Rocha Miranda), o grupo chegou a atear fogo em lixos, o que causou o bloqueio da via. Bombeiros do quartel de Campinho foram acionados para controlar as chamas. Não há registro de feridos.
Segundo a polícia, o protesto é contra a morte de um homem, que foi baleado no abdômen, na manhã desta sexta-feira, no Morro da Fazendinha, no Complexo da Serrinha. Os militares informaram que a vítima, ainda não identificada, foi atingida por uma bala perdida e que não acontecia nenhuma operação policial no momento. Ele chegou a ser socorrido até o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu aos ferimentos.
Uma leitora, que preferiu não se identificar, contou que seguia viagem no BRT, mas foi obrigada a descer:
— O veículo que eu estava foi o primeiro a ser parado. Pediram para eu descer e foi um tumulto. Pessoas correndo pela rua, porque tinha meninos tacando pedras. Apedrejaram o BRT. Queimaram lixeiras e colchões na avenida, fechando a passagem tanto para Madureira, quanto no sentido Penha. Não passava nenhum carro ou ônibus. Procuramos abrigos em lojas, que fecharam as portas — contou.
De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura, o trânsito na Avenida Ministro Edgard Romero foi liberado por volta das 19h30m. Os motoristas ainda encontram retenções na via. Equipes da Cet-Rio e da Polícia Militar estão no local.