Goiânia embaixo d’água
Redação DM
Publicado em 22 de janeiro de 2016 às 00:39 | Atualizado há 1 ano
Os pontos de alagamentos em várias regiões de Goiânia preocupam autoridades da Prefeitura, que fazem uma avaliação desses locais para evitar possíveis transtornos. Segundo a Defesa Civil, já são 58 locais propícios a alagamentos na cidade, sendo 17 com placas de sinalização sobre o risco.
Outras 15 áreas estão situação de risco: Vila Roriz, Vila Maria Rosa, Setor Norte Ferroviário, Vila Romana, Vila Bandeirantes, Setor Perim, Setor Aeroporto. Na região Noroeste, próxima ao Córrego Fundo, os bairros Novo Planalto e Residencial Prive Norte, Bairro Capuava, Conjunto Caiçara, Setor Grande Retiro, Setor dos Funcionários, Vila Santa Efigênia e Vila Fernandes.
Segundo o coordenador executivo da Defesa Civil, Edno Clésio Costa, as Vila São José e São Paulo não apresentam situação de risco, mas estão sendo avaliadas pelo órgão. Já a Vila Maria Rosa apresenta condições para alagamentos e está em estado de alerta. E o Sistema de Metereologia e Hidrologia de Goiás (Simehgo), prevê mais chuvas para os próximos dias. Com intensas chuvas em Goiânia nos últimos dias é preciso redobrar os cuidados em pontos cruciais.
Apesar dos recorrentes problemas provocados pelas últimas chuvas, a Prefeitura de Goiânia garante que equipes da Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT), Defesa Civil e Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), estão trabalhando em pontos estratégicos para evitar possíveis transtornos e minimizar os impactos provocados pela precipitação intensa. Também está sendo realizada a limpeza dos bueiros e a recuperação da pavimentação asfáltica.
Um levantamento do Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade Federal de Goiás (UFG) mostra que a Região Central da capital é a mais propensa para inundações, porque recebe toda a descarga de água de outras regiões.

Segundo a professora que coordena pesquisa na área, Gislaine Cristina Luiz, para resolver o problema na capital é preciso fazer um levantamento sobre os locais em a água extravasa o leito dos rios. “É necessário realizar um estudo para viabilizar não só as inundações ao longo dos córregos, mas também das vias públicas”, afirmou.
Entre os pontos mais cruciais apontados pelo levantamento estão: Córrego Anicuns, Rio Meio Ponte e Marginal Botafogo, além do Córrego Cascavel. As vias públicas com maiores problemas com inundações apresentadas por uma pesquisa da UFG são: Avenida 85, Avenida Independência, Avenida Araguia, Avenida T-63 e Avenida César Lattes.
A professora Gislaine afirma também que o crescimento desordenado das áreas urbanas tem contribuído para o problema de alagamentos. “Esses alagamentos, na maioria dos casos, ocorrem em áreas que não devem ser ocupadas. São locais impróprios para a construção urbana e que deveriam ser vegetalizadas”, afirmou.
Estragos provocados pela chuva

Da Redação
A forte chuva que caiu na noite da última terça-feira por mais de 12 horas, causou diversos pontos de alagamento e destruição na capital. Com base em mapeamento da Defesa Civil os setores mais prejudicados pela a chuva foram Vila São Paulo, São José, Progresso, Santa Helena, Gentil Meireles, Vila Fernandes, Vila São Luiz, setor Perim e Urias Magalhães.
Durante a chuva ininterrupta o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás foi acionado para diversas ocorrências de alagamento na cidade em que realizaram atendimento retirando as vítimas das casas alagadas e das áreas de risco. O saldo da operação realizada pelos bombeiros constatou que aproximadamente 700 pessoas foram removidas e cerca de 400 residências ficaram alagadas.
As ocorrências registradas pela corporação se concentram nos setores: Goiânia Viva, Urias Magalhães, Criméia Oeste, Vila Vera Cruz, Vila São Paulo, Jardim Novo Mundo, Gentil Meireles, Vila São José, Setor Progresso, Vila Roriz, Vila Santa Helena, Vila Perdiz e Vila Montecelli. Para onde foram enviadas 17 viaturas e 70 bombeiros militares.
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontaram que choveu 302,4 milímetros até quarta-feira (20) em todo o estado e a previsão é de que a chuva, com a mesma intensidade, permaneça até o próximo domingo.
Em razão dos diversos prejuízos causados à cidade a Prefeitura de Goiânia está realizando em ação conjunta com: Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) em parceria com a Guarda Civil Metropolitana (GCM), secretarias municipais de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT) e de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra) e Defesa Civil uma operação que contou com uma equipe de 600 trabalhadores.
A equipe utilizou equipamentos como: motosserras, roçadeiras costais, pá mecânicas e caminhões caçambas, carrocerias, pipas, hidrojato e caminhão boca de lobo para a limpeza das áreas com raspagem de lama, retirada da terra, do entulho e da galhada espalhados pela enxurrada. Também está sendo feita a limpeza dos bueiros, tapa-buracos e a recuperação da pavimentação asfáltica.
Cuidados antes, durante e após as chuvas

Cartilha educativa lançada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, alerta sobre as precauções que devem ser tomadas no período chuvoso, além de dicas para como proceder durante as chuvas e após. Confira:
Antes das chuvas: cuidados em áreas de risco
Durante as chuvas – dicas importantes:
Após as chuvas, como proceder: