Cotidiano

Governo colombiano liberta 16 guerrilheiros das FARC

Redação DM

Publicado em 21 de janeiro de 2016 às 05:30 | Atualizado há 11 anos

BOGOTÁ — O governo da Colômbia libertou 16 guerrilheiros das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), em um gesto unilateral para construir relações de confiança durante as negociações que buscam acabar com cinquenta anos de conflito no país. Dentre os prisioneiros liberados, quatro receberam autorização para viajar a Cuba, informou o Alto Comissariado para a Paz do país nesta quinta-feira. Em 2015, o governo de Juan Manuel Santos indultou 30 guerrilheiros das FARC que estavam presos por crimes políticos

“Este é o primeiro gesto unilateral do governo, depois de avaliar o cumprimento do cessar-fogo unilateral das FARC, a consequente redução da violência e os avanços do processo “, disse um comunicado do governo.

O grupo de nove homens e sete mulheres havia sido condenados por rebelião, sem registros de crimes contra a humanidade ou crimes de guerra — como assassinatos, massacres ou sequestros. Na quarta-feira, eles foram perdoados pelas penas e, depois de se comprometerem a não retornar às guerrilhas, deixaram o cárcere nas prisões de La Picota e de El Buen Pastor em Bogotá.

Enquanto a maioria dos guerrilheiros voltou para as suas cidades de origem, quatro dos ex-detentos receberam autorização do governo para viajar a Havana e receber informações sobre o acordo de paz entre as FARC e o governo da Colômbia.

— Trabalharemos, na primeira etapa, para socializar os acordos obtidos em Havana — disse Sandra, uma das ex-presas que viajarão a Cuba, à imprensa.

Na semana passada, as duas partes deram início à fase final das negociações de paz, que têm o objetivo de pôr fim ao conflito que fez mais de 200 mil vítimas na Colômbia. O objetivo desta etapa é definir os termos para o acordo de cessar fogo bilateral e definitivo, cujo prazo final para assinatura é março de 2016.

Um dos negociadores das FARC em Havana, Pastor Alape disse que a libertação dos guerrilheiros pelo governo “é um sinal positivo que abre o caminho à paz definitiva na Colômbia”.

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