Cotidiano

Estação da Luz, anexa ao Museu da Língua Portuguesa, segue fechada

Redação DM

Publicado em 23 de dezembro de 2015 às 09:15 | Atualizado há 11 anos

SÃO PAULO — Após passar todo o dia vistoriando o prédio onde fica o Museu da Língua Portuguesa, que pegou fogo na última segunda-feira, em São Paulo, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) recomendou que a Estação da Luz, por onde circulam duas linhas de trem, terá que passar por obras antes de ser reaberta. O prédio, anexado ao museu, segue interditado. O relatório feito pelos técnicos foi adicionado a um outro laudo, elaborado pela Defesa Civil. Segundo o coordenador municipal do órgão, Milton Persoli, ele será apresentado, na manhã desta quarta-feira, à vice-prefeita Nadia Campeão, para se decidir sobre a abertura no local.

— Não há previsão para liberar o trem, muito menos o prédio, mas se os trens já forem liberados, por exemplo, amanhã, a entrada vai ser pela Rua Mauá, não pela Luz — explicou Persoli durante vistoria realizada nesta terça.

O incêndio no museu começou no meio da tarde de segunda-feira, e foi debelado três horas depois. Um bombeiro civil que trabalhava no local morreu. Segundo a Secretaria de Cultura do estado de São Paulo, não há previsão para reabrir o espaço. Chegou-se a falar em um ano, mas a pasta diz que a informação não procede.

Na manhã desta terça, surgiram os primeiros indícios da causa da tragédia. Um dos funcionários da instituição afirmou à Defesa Civil que um curto-circuito ocorreu quando ele trocava uma luminária no primeiro andar do prédio. A polícia abriu inquérito para investigar as circunstâncias do incêndio e da morte do bombeiro civil Ronaldo da Cruz, de 38 anos.

— Um funcionário disse que retirou a luminária, desceu da escada e se afastou para pegar a luminária nova. Quando voltou, já tinha um curto e um foco de incêndio — afirmou Persoli.

Segundo ele, a escada usada pelo funcionário era de alumínio e ainda estava onde havia sido deixada por ele. Havia cerca de 30 pessoas no museu, que estava fechado ao público.

— Ainda é prematuro dizer o que causou o incêndio. O laudo pericial deve levar 30 dias pra ficar pronto. Essa é uma investigação de meses e, a princípio, se houver responsabilidade, ela me parece ser culposa (quando não há intenção de cometer crime) — afirmou o delegado Marco Antônio Olivato, responsável pela investigação.

De acordo com Olivato, a polícia intimará gestores e funcionários do museu a prestar esclarecimentos sobre a suposta troca de luminárias e as condições de segurança do prédio.

— Precisamos saber, por exemplo, se o funcionário responsável pelo serviço era um técnico ou um curioso, um leigo — disse o delegado.

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia