Secretaria de Saúde afirma que crise não afetará atendimentos no Réveillon
Redação DM
Publicado em 23 de dezembro de 2015 às 08:45 | Atualizado há 11 anosRio – A crise na saúde não afetará as unidades de saúde durante o Réveillon de Copacabana. A informação foi dada ontem pelo subsecretário Jurídico da Secretaria de Saúde do Estado, Deucy Alex Linhares, que participou, na tarde desta quarta-feira, de uma reunião com o Grupo de Gestão de Crise. O grupo — formado por representantes dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, Defensorias Públicas do Estado e da União e dos sindicatos e conselhos de profissionais da área de saúde — cobrou da secretaria um plano de contingência para os hospitais do estado. Segundo a promotora Denise Vidal, a secretaria fez apenas uma prestação de contas parcial da crise na saúde, não apresentando um plano efetivo.
— Não percebemos efetividade neste plano de contingência. O secretário e sua equipe falaram apenas sobre algumas medidas que estão sendo tomadas para minimizar os danos à população, mas isso não é suficiente. Embora eles assegurem que haverá o restabelecimento das UPAs com a prefeitura do Rio pagando as OSs dos hospitais Albert Schweitzer, em Realengo e o Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste, isso não garante a solução dos problemas na saúde — disse a promotora.
Denise Vidal, reponsável por organizar a reunião, alerta que o Grupo de Gestão de Crise continuará a fiscalizar se o estado realmente colocará em funcionamento todos os hospitais e unidades de pronto-atendimento no prazo de dois dias, como garantiu o secretário de Saúde do Estado, Felipe Peixoto, que saiu da reunião às pressas, porque o governador Luiz Fernando Pezão decidiu dar uma coletiva no mesmo horário.
— Eles (secretário de Saúde e equipe) informaram que a partir de amanhã (desta quinta-feira) a situação se normaliza. Vamos acompanhar. Até a próxima terça-feira eles prometeram apresentar o plano de contingência. Além disso, movemos uma ação civil pública contra a União a fim de que ela retome o financiamento. Cabe ao MP e os demais integrantes do Grupo de Gestão de Crise provocar o debate com o estado, porque a sociedade precisa ter um serviço de qualidade — explicou Denise.
Segundo a promotora, ficou estabelecido que a secretaria iria reabrir as unidades e notificar as OSs para que elas retomem os serviços de imediato. Além disso, ficou pactuado que não se pusesse tapumes nas frentes das unidades de saúde.
— Pedimos que a população continue a comunicar os problemas na rede hospitalar ao Grupo de Gestão de Crise — ressaltou a promotora.
Para o subsecretário jurídico de Saúde, Deucy Alex Linhares, a reunião foi “proveitosa”. Ele anunciou o apoio de bombeiros e policiais militares que vão entrar em prontidão.
O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio, Jorge Darze, não saiu convencido da reunião.
— Esta reunião foi um show de palavras ao vento. Não há plano nenhum de contingência. O plano é não ter plano. Nós vamos continuar cobrando — disse Darze.