Decisão do STF sobre impeachment é ‘renascimento’ do governo, diz ministro
Redação DM
Publicado em 22 de dezembro de 2015 às 09:55 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA — O ministro Jaques Wagner (Casa Civil) afirmou na manhã desta terça-feira que a e revogar a comissão criada pela Câmara é “o renascimento do governo Dilma”. Para Wagner, a presidente sai de “um governo perseguido para um governo que ganha certa liberdade para atuar”.
— O STF, como poder mediador, deu a dimensão necessária à magnitude do impeachment. No presidencialismo, o impeachment de um presidente é quase uma pena de morte para o cidadão comum, ainda mais se ocorre sem um rito que não respeita isso — afirmou, em conversa com jornalistas, no Palácio do Planalto.
Segundo Wagner, o instrumento impeachment não é “golpe”, sobretudo se for aprovado pelas duas Casas, a Câmara e o Senado. Disse, no entanto, que ele não pode ser banalizado. Na avaliação do ministro, não evoluirá na volta do recesso parlamentar, em fevereiro.
— O impeachment, em si, não é golpismo. O que pode ser golpe é banalizá-lo e o que o STF fez foi valorizá-lo para a democracia brasileira. Não é golpe se as duas casas acolherem. Agora, pessoalmente acho que no caso da Dilma criou-se a bandeira para depois se buscar uma razão. Diga-se o que quiser da presidente, mas não se dirá que é dolosa no trato da coisa pública, não cola nela — disse o chefe da Casa Civil.
O ministro afirmou que a mudança na equipe econômica foi boa para o país e para o governo. Na sua avaliação, a economia é movida por “previsibilidade e confiança”:
— Tendo uma nuvem cinzenta de instabilidade_ vai ficar ou vai sair? (com relação ao ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy). É um fator desagregador. Como um agente estrangeiro vai vir investir se não sabe que quem está no comando da política econômica ou se ele vai se manter? Acho que é danoso (o que estava ocorrendo).
Wagner pediu um voto de confiança da sociedade, do mercado e das empresas ao novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Disse que a nova equipe econômica é “mais harmônica” e que Barbosa não fará “nenhuma loucura”.
— Se eu eu pudesse pedir algo, é que não sentenciassem antes que o cara trabalhasse. No Brasil, temmos que ter uma certa psicologia. Ninguém (no governo) é suicida. Tem que ter um pouco de aposta, de ajuda, de querer que dê certo. Nelson não vai fazer nenhuma loucura, é um cara equilibrado._ disse Wagner.