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Aedes aegypti: conscientização ainda longe do necessário

Redação DM

Publicado em 15 de dezembro de 2015 às 21:56 | Atualizado há 11 anos

Uma cidade em alerta e um inimigo que parece inofensivo. Mas não se engane, só parece… O estrago já está feito e agora tentamos correr contra o tempo para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre Chikungunya e do Zika vírus. Uma guerra tem sido travada pelas autoridades em saúde sanitária, que se mobilizam para combater este inimigo pequeno, quase invisível.

A população está com medo e o alerta é maior para mulheres grávidas, já que o País vive uma explosão no número de casos de bebês com microcefalia, uma má formação no cérebro que causa danos neurológicos graves que pode provocar, em alguns casos, limitações para o resto da vida.

Faço essa breve ilustração para mostrar que a parte da população precisa ser feita. A conscientização ainda não é suficiente para barrar o crescimento dos números de dengue e agora o vírus Zika. É preciso maior empenho. Essa guerra contra o mosquito não é de apenas uma pessoa, mas de todos na batalha contra o mosquito Aedes aegypti.

Apesar de muita gente fazer sua parte, ainda é preciso muito empenho da população em ser o próprio fiscal de sua residência. Não é de agora que falamos de epidemias que são provocadas pelo mosquito Aedes aegypti. Em diversas ocasiões, e em regiões distintas do País, já foram registradas diversas epidemias de dengue. Mesmo assim isso não foi suficiente para provocar uma mudança de comportamento na população e que isso resultasse para reverter o atual quadro que vivemos com o Zika vírus.

Antes de entrarmos no período chuvoso, em outubro, alertei para os perigos do vírus Zika e de outra complicação, a síndrome de Guillain Barré, que provoca paralisias graves. A relação já foi confirmada pelo Ministério da Saúde no início de dezembro. A síndrome é causada por vírus ou bactérias que atacam o sistema nervoso e provocam paralisias que começam a atingir inicialmente os pés, sobe pelo corpo até chegar ao rosto. Em alguns casos a síndrome pode provocar até mesmo uma paralisia respiratória.

Em Goiânia 16 casos do vírus Zika estão em investigação. O vírus não é considerado grave, mas sua relação com a síndrome de Guillain Barré e a microcefalia nos deixa em alerta. Os cuidados devem ocorrer tanto pelas autoridades sanitárias, que já começaram uma força tarefa para o combate da Aedes aegypti; quanto pela população que deve redobrar a atenção com a água parada em casa. Não podemos perder mais uma vez a guerra contra o mosquito Aedes aegypti. Nossa principal arma: a conscientização. Lembre-se: uma hora de trabalho com a limpeza de sua residência será mais saúde para você. Salve vidas!

(Cida Garcêz (SDD), vereadora em Goiânia)

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