A estrada da fome está no belíssimo estado do Maranhão!
Redação DM
Publicado em 14 de dezembro de 2015 às 23:41 | Atualizado há 11 anosÉ normal e já somos acostumados a assistir relatos de miséria e de desestrutura familiar em países da África, porém jamais poderia imaginar que bem aqui, em nosso belíssimo Brasil, havia tantos fatos que assemelham aos dos países de baixo. É com imensa tristeza que faço o desfecho dessa história, que de um lado existe um paraíso turístico e do outro famílias abandonadas por não ter o alimento, nem mesmo o direito de sonhar por dias melhores. Devo salientar que a estrada da fome é um documentário que dói ao assistir e mais ainda quem ele vive.
Por décadas uma só família representou o estado do Maranhão nordeste do Brasil, diga-se de passagem, um belo lugar, parecia ser os monarcas e copiar modelos de governar de alguns países da Europa, onde o poder passa de geração para geração. No entanto era apenas o modelo, pois a forma de governar nunca chegou a ser como a dos monarcas. Fico me perguntado se aquela família que tanto dizia amar seu estado teve a oportunidade de mudar a história e a vida daquela gente sofrida e por que eles não mudaram, e deixaram muitos a esmo?
Tenho plena convicção que muito neste pleito que se aproxima vai visitar aquele celeiro de votos, não com o intuito de ajudá-lo, mas sim com a hipocrisia de tentar adestrá-los, ou seja, manipular, usar do momento para tirar proveito. Volto a questionar a família que passou a imagem dos monarcas, eles não tiveram amor ao povo que sempre os colocaram no pódio, enquanto eles vivem na boa vida, a população exposta no documentário maranhense passa fome, sede, sem emprego, que absurdo!
Sem nenhuma condição de vida, aquelas esquecidas famílias tentam sobreviver com o que têm ou com o que encontram. Crianças, idosos, adultos, todos em busca do mesmo objetivo: se alimentar, pelo menos uma refeição por dia. A falta de planejamento familiar os leva a essas tristes condições de vida. Por ser um assistente social e ter o desejo de que todas as famílias do nosso Brasil tenha pelo menos o alimento, fico entristecido. Porém, ali não existe o trabalho social voltado de fato para o bem do povo, as políticas públicas daquele Estado deixam muito a desejar. A emissora de televisão, que expôs na mídia, fez um belíssimo documentário, colocando aos olhos dos telespectadores a verdade nua e crua, e ainda existem alguns que chamam de sensacionalismo.
Segundo o documentário, ali existem as quatro cidades mais paupérrimas do país e os municípios que mais têm contas reprovadas – falta até merenda escolar. Imagine os demais direitos: médicos, remédios, etc. Vivendo das migalhas e da incerteza do novo dia que vai nascer, mães e filhos dividem a mesma lágrima, o mesmo desejo, que é uma solução para tanto sofrimento. A presidente Dilma Rousseff foi reeleita com uma margem imensa de votos naquela região, levou todos na promessa. E agora? Cadê os programas beneficentes? Se eles existissem lá, tais famílias não estariam passando fome e vivendo na miséria, ou será que a verba que foi destinada para aquela gente virou pedalada fiscal? É, se virou é mais um motivo para o impeachment se configurar e os brasileiros se revoltar mesmo. Mas pouco adianta sair o PT e ficar o PMDB, ou seja, só vai trocar de parasita, reiterando a questão de abandono das cidades maranhenses, a renomada família que por anos governou o estado também é sangue peemedebista!
(Paulo da Mata, assistente social, jornalista, poeta, servidor público)