Brasil

Um verdadeiro assalto “à bomba armada”

Redação DM

Publicado em 12 de dezembro de 2015 às 00:13 | Atualizado há 11 anos

A dança dos preços dos combustíveis tem feito a maioria dos proprietários de veículos gastar um pouco deles e borracha de pneus á procura de um preço que seja honesto e mais próximo da realidade, pois o critério para os  aumentos é unicamente quando dá vontade na cabeça dos empresários do ramo, conforme já vimos por inúmeras vezes e que nem tão cedo isso irá deixar de ser feito, pois a ambição é a bússola que direciona essa atividade em quase todos os lugares, com raríssimas e honrosas exceções, pois nem todo o mundo é desonesto, mas que uma boa parte, senão a  maior, dos que atuam no ramo, estão abusando, cometendo um verdadeiro assalto “à bomba armada”. Ah, isso está!!!

No mês de julho, já no seu final, da noite para o dia, os motoristas foram surpreendidos com uma majoração de preços que saltaram, em muitos lugares ou quase todos, de  R$ 1,69 para R$ 2,42, em relação ao etanol, quase cinquenta por cento de uma só vez, um escracho, um acinte, verdadeiro assalto contra o bolso da população.

Aproveitando a cobertura da mídia, os órgãos de defesa do consumidor, na maioria das vezes na pessoa dos seus dirigentes de função mais elevada, se esbaldaram nos seus “minutos de fama” em aparecimento nas telas de televisões e páginas de jornais, sempre com declarações contundentes: “Providencias serão tomadas”; “haverá multas pesadas”; “os responsáveis serão punidos”, talvez não literalmente nesses termos, mas tudo se direcionando para afirmações bombásticas, de aparente efeito forte que não redundou em nada, passado o “auê”, tudo ficou como antes no “quartel de Abrantes”, afinal a imprensa não estava mais divulgando o assunto, para que então providencias efetivas, concretas, se essas nunca são mesmo tomadas!!!!!

Outro assunto que muito se comenta mais que vai e vem, jamais recebe uma punição exemplar, é a  cartelização, basta que se percorra algumas avenidas, como avenida presidente, principal artéria viária que demanda ao setor Garavelo, para se ver como existe uma padronização literal de preços, com sequer um centésimo de centavo a diferenciá-los, o que por certo ocorre nas mais diversas outras regiões da nossa capital.

Deverasmente estarrecido, ao transitar há poucos dias ainda com escuro ,pela avenida citada me deparei, sem que houvesse qualquer anuncio de aumento de preços pelas distribuidoras de combustíveis, com  um aumento que pulou de R$ 2,39 o litro de etanol para R$ 2,77, muito embora ao retornar à tarde, alguns postos tenham buscado, através de alguns meros centavos, diferenciar o preço, para que não se caracterize a cartelização, isso representando mais do que quinze por cento sem qualquer explicação, sem que houvesse, portanto, aumento que exigisse o repasse para os consumidores.

É um abuso, um desrespeito ao consumidores que hoje já tem no combustível um dos consumos como gênero de primeira necessidade, pois a maioria dos brasileiros se valem dos seus veículos primeiramente, para acessarem os seu locais de trabalho,  portanto ficando reféns compulsoriamente, desse verdadeiro assalto à bomba armada. Cadê os órgãos defensores dos direitos dos consumidores?

 

(José Domingos, jornalista, auditor fiscal, professor universitário, escritor e poeta)

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