Político: arteiro, artista
Redação DM
Publicado em 9 de dezembro de 2015 às 22:34 | Atualizado há 11 anosEm um País onde a maioria dos políticos devora e engole política, o mais extraordinário deles é o político “Arteiro Artista”. É astuto, risonho, especialista em projetar artimanhas por debaixo dos panos.
O Arteiro é desativo na política de um grupo social, artista despreocupado em obter aceitação da população e ao contrário, tentam com sua forma artística de ser, fazer com que nossas “guelas” fiquem arranhadas e doidas de tantas mentiras empurradas. Ah… esse arteiro artista que deveria ser formador da minha opinião e da opinião de diversas pessoas. Não formará mais a minha opinião, não hoje, e jamais dessa forma. Ajudaria o “tete a tete”, “olho no olho” e não “dente por dente”, política “mordida e comida” não se salva. Em um País democrático de direito, não deveríamos ser obrigados a votar, pois se é democrático por que obrigados?
Em meio ao caos das campanhas, farpas trocadas, alfinetadas e calúnias os artistas esplandecem. Surpresa! Aparecem nas telinhas e telões. Esses artistas, que fizeram traquinagem durante a “novela – campanha” inteira e, de repente, viram artistas nas telinhas das urnas. Vixe “arteiros, artistas”! Se prezem, transpareçam, pois logo estarão nas telinhas novamente, mas, por favor, sem artifícios para nos convencer.
Arteiros, cansamos de comer pizzas artísticas, é sério! Estamos cansados de tanta baderna, de tanto desgoverno. Não sou politizada, formarão minha opinião, ao acaso, aqueles políticos que fizerem da política a sua forma mais simples e honesta possível, sem treinos teatrais e tão pouco se valerem de astúcia. Cada qual no seu quadrado, vocês são, e deveriam ser políticos formadores de opinião e artista é artista. Alguém se habilita?
Em época de campanha, vamos refletir. O que mais suportaremos? O que queremos? Ficaremos com nossos cérebros desviados em meio aos teatrais que se importam apenas com seu próprio camarim? Os arteiros, ainda sim, farão suas travessuras sobre tudo o que nós acreditamos? Sobre mim, não mais… Sejamos sinceros com nosso próprio raciocínio e ideologia, e não deixemos nos levar pelo brilho do traje, das palavras ditas no palco e das promessas feitas sem sentido. Traje a rigor, palavras e promessas ao vento, todo artista tem. Sejam políticos caros senhores, não atuem nas telinhas com essa traquinagem desvergonhada.
Á vocês solicito: sejam diferentes dessa vez, sejam fiéis aos seus princípios, há vidas e sentimentos nesse jogo. A campanha está próxima, o “lombo” do povo está doido, o chicote, por diversos e longos anos, foi bastante encorpado sobre nós. Chega! O cidadão já sabe a diferença o arteiro e o decente, fictício e verdadeiro. A memória de alguns pode até ser curta, mas a carne está sangrando. A política é salva por ser transparente e honesta, não se deixem afundar no egoísmo e ganância, isso é pior do que a morte, a indigestão da má política hospitaliza qualquer ser humano.
“Um político pensa na próxima eleição; um estadista, na próxima geração.” (James Freeman Clarke).
(Uiara Pereira de Pina, socióloga e bacharel em Direito – [email protected])