Política

“Pela saúde da democracia, temos que defendê-la contra o golpe”, afirmou Dilma

Redação DM

Publicado em 4 de dezembro de 2015 às 22:28 | Atualizado há 11 anos

A presidente Dilma Rousseff, em discurso nesta sexta-feira (4), disse que defenderá o seu mandato “pela saúde da democracia”. Ela irá proteger-se com “todos os instrumentos do Estado de Direito”. As afirmações foram ditas durante a 15º Conferência Nacional de Saúde .

Com o discurso de encerramento da conferência, Dilma foi aplaudida pela plateia que gritava frases como: “não vai ter golpe” e “fora Cunha”.

“Para a saúde da democracia, a gente tem de enfrentar desigualdades. Para a saúde da democracia, temos de enfrentar o preconceito, o preconceito como o contra as mulheres, negros, a população LGBT, quem quer que seja. Em terceiro lugar, para saúde da democracia, nós temos de defendê-la contra o golpe. Eu vou lutar contra esse pedido de impeachment, porque não fiz nada que justifique esse pedido e, principalmente, porque tenho compromisso com a população deste país”, argumentou a presidente.

Dilma ainda afirmou que não possui fundamento o processo de impedimento à sua presidência. As razões em que se apoiam os pedidos de impeachment é totalmente frívolas.

Ao direcionar o teor do discurso à Eduardo Cunha, responsável por acatar a proposta de impeachment contra Dilma, a presidente citou o governo do presidente da Câmara como “política do quanto pior, melhor”. E finalizou o discurso dizendo: “Inúmeras medidas foram tomadas nesse período, pela possibilidade de provocar prejuízo ao Brasil, à população, ao povo do nosso pais. Essa possibilidade foi aceita em nome da pior política possível, que é a política do quanto pior melhor. Pior para nós, melhor pra uns poucos”, disse.


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