Brasil

Corrupção: uma doença perversa e contagiosa

Redação DM

Publicado em 27 de novembro de 2015 às 22:14 | Atualizado há 11 anos

Em tempos idos, não muito distantes, quando se falava em corrupção entedia-se logo como uma palavra maldita, putrefata, asquerosa, nojenta, contagiosa, maligna e perversa, pior do que a febre amarela, o pênfigo, o tifo, a escarlatina, a lepra, a tuberculose, a varíola e o cancro, entre outras doenças infecciosas, ainda não totalmente erradicadas do País pela incompetência e a inércia do Ministério da Saúde, principalmente a tuberculose, também chamada de “a doença da pobreza”, que continua ceifando a vida de milhares de brasileiros todos os anos, especialmente nas regiões de menores graus de escolaridade no território nacional. Quanto ao câncer e a aids nem se comentava sobre sua existência naquela época longínqua, porém elas, atualmente, como as doenças coronárias e os desastres de trânsito, figuram como as de maiores índices de mortalidade, registrados pelos órgãos oficiais competentes.

Entretanto, nos dias atuais, a palavra corrupção tornou-se corriqueira e banal na boca do povo, até de crianças e pessoas em situação de rua porque, hoje, ela é prática permanente na conduta dos agentes públicos, aliados a grupos empresariais, que dilapidam, sem constrangimento e pudor, os recursos financeiros dos governos, em todas as instâncias de poder, em benefício próprio, de parentes, amigos e para as estruturas partidárias, a que são ligados, para perpetuarem-se no comando da administração pública, que acreditam ser delas donos exclusivos.

Chamada, também, como o grande mal do século, a corrupção é, por analogia, como fogo em monturo ou como uma erva daninha, aparecendo aqui, ali, acolá e, em pouco tempo, estará se alastrando por todo o espaço que lhe convém, com dificuldades para ser contida, porque o seu componente primordial é a falta de caráter e grandeza moral por quem pratica esse delito repugnante.

No início deste texto, eu disse que a corrupção é uma doença contagiosa, transmissível, mesmo à distância. Por perto, nem se fala. Ela impregna no corpo do indivíduo, ainda que marinheiro de primeira viagem, e não larga. Portanto, ao andar pelas as ruas e ver um corrupto, que você já conhece muito bem, corra dele para não ser contaminado. Se for, será um novo corrupto na praça, sem possibilidade de recuperação, porque ela é uma doença progressiva. Temos exemplos patentes no PT, como os casos de José Dirceu e do ex-deputado federal Pedro Correa, entre outros, que, mesmo condenados no mensalão, continuaram praticando estripulias na Petrobras, premiados agora com novas sentenças na Operação Lava Jato, e já engaiolados nas masmorras da Polícia Federal, em Curitiba, que tanto fizeram por merecer, como uma forma de reparação pelos enormes prejuízos que causaram ao país e como castigo, ainda que modesto, para o resgate da dignidade da família brasileira, mormente de suas camadas mais carentes.

Viva o Poder Judiciário!

Viva a Polícia Federal!

Viva o Ministério Público Federal!

Essas instituições, pilastras da Pátria, merecem o respeito e os aplausos de todos os brasileiros pelo trabalho brilhante que realizam, sem temor ou vacilações.

 

(Sisenando Francisco de Azevedo, advogado, escritor, jornalista, historiador e membro da Associação Goiana de Imprensa – AGI)

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