Acidente ainda sem explicação
Redação DM
Publicado em 11 de novembro de 2015 às 23:53 | Atualizado há 1 anoO acidente aéreo que matou dois executivos do Bradesco e dois tripulantes está sendo investigado pela Força Aérea Brasileira (FAB), que se deslocou para o local da queda na madrugada de ontem (11). Especialistas acreditam que o jato modelo Citation VII caiu na vertical, já que os destroços se concentraram em um único ponto. O piloto e copiloto não fizeram nenhum contato com o centro de controle pedindo algum tipo de ajuda.
A aeronave desapareceu dos radares do controle de tráfego aéreo 15 minutos após decolar de Brasília rumo a São Paulo, na noite de terça-feira (10). Ela caiu em Guarda-Mor, Minas Gerais, próximo a divisa com Catalão, em Goiás. O corpo de bombeiros da cidade goiana atendeu ao chamado de moradores rurais, primeiros a chegar ao local do acidente.
Moradores relataram que o barulho da queda foi semelhante ao som de um trovão. Imagens feitas com celular mostram uma grande cratera, onde escombros da aeronave ficaram enterrados a até cinco metros de profundidade. O reconhecimento dos corpos acontece em Belo Horizonte e só será possível através do exame de DNA.

O presidente do Bradesco Seguros Marco Antônio Rossi, 54, que morreu no acidente, era o principal nome cogitado para assumir a presidência do Bradesco em 2017. Data em que o atual presidente, Luiz Carlos Trabuco Cappi, completa 65 anos, idade limite para o exercício da função, de acordo com o estatuto do banco.
Os outros três mortos são: o diretor-geral do Bradesco Vida e Previdência Lúcio Flávio Conuro de Oliveira, 55; o comandante do jato Ivan Morenilla Vallim, 63; e o copiloto Francisco Henrique Tofoli Pinto, 32.
Um comunicado oficial do Bradesco em condolência diz que “os desaparecimentos prematuros interrompem tragicamente trajetórias profissionais marcadas por vitórias e conquistas, exemplares para todos os que com eles conviveram e que serão referência para as nossas novas gerações”.

Repercussão
O governador de Goiás, Marconi Perillo, lamentou o acidente, em especial pela morte de Rossi, que era uma pessoa próxima. “Marco Antônio, de quem eu era amigo, era um profissional extremamente competente, profundo conhecedor do mercado de seguros e da economia brasileira”, disse através de nota de pesar.
A presidente Dilma Rousseff também lamentou o ocorrido. “Eles [executivos mortos] cumpriram papel fundamental na trajetória de uma organização que sempre acreditou no Brasil”, disse.
O economista Everton Rosa explica que apesar da tragédia, a organização de grandes empresas depende pouco das decisões de uma única pessoa e que o caso não deve repercutir na economia. “Toda grande organização econômica possui hierarquias de funcionários que realizam negociações de tal forma que as decisões da alta cúpula já estão encaminhadas”.
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