Política

Todos divididos em Goiânia

Redação DM

Publicado em 11 de novembro de 2015 às 00:57 | Atualizado há 11 anos

A expressão “ninguém é de ninguém” bem que poderia ser aplicada para definir as eleições de 2016. A rigor, há mais desencontros do que encontros entre os partidos. Na base marconista, PSDB está dividido em “ene” candidaturas. Tem muitos nomes e não têm nenhum.

Para piorar, setores do partido foram para cima do PTB do deputado federal Jovair Arantes, contra a possível candidatura do ex-deputado Luiz Bittencourt, porque seu nome desagrada um dos ícones do partido, o ex-prefeito Nion Albernaz.

O PSDB, que não se entende internamente, resolveu comprar briga com um dos principais aliados, o PTB. Não é de hoje que o partido de Jovair Arantes põe o bloco na rua, ou seja, lança candidatos na capital.

Em 2000, lançou a candidatura do ex-prefeito Darci Accorsi. Em 2004, apoiou a reeleição de Pedro Wilson (PT) pondo na vice o deputado estadual Misael Oliveira, e finalmente em 2016 lançou o próprio Jovair.

Para 2016, o projeto dos trabalhistas é a candidatura do ex-deputado Luiz Bittencourt, veterano das disputas de 1992 e 1996. Mas para a ala nionzista dos tucanos, Bittencourt é persona non grata. O problema é que o PSDB ainda nem definiu o seu próprio candidato: os tucanos estão divididos entre as postulações do presidente da Agetop, Jayme Rincón e dos deputados federais Waldir Soares e Fábio Sousa. Como desgraça poupa é bobagem, outros dois aliados do PSDB não aceitam o “cabresto”.

Afrêni Gonçalves, presidente estadual do PSDB, não acredita em “racha” no partido em relação à escolha do candidato a prefeito da Capital. Segundo ele, provavelmente em março, o partido vai tomar uma decisão, quem sabe através de prévias.

Ex-deputado federal e presidente estadual do PSD, Vilmar Rocha, diz que seu partido deverá lançar candidato próprio à sucessão do prefeito Paulo Garcia (PT). E aponta três nomes: deputado federal licenciado Thiago Peixoto e os estaduais Virmondes Cruvinel Filho e Francisco Júnior.

O PP, do deputado federal Sandes Júnior (que disputou a prefeitura de Goiânia em 1992, 2004 e 2008) quer bancar seu nome mais uma vez.

O PSB, do ex-prefeito Vanderlan Cardoso, acha que é a sua vez de governar a capital, principalmente após a filiação da senadora Lúcia Vânia na legenda.

No PMDB, após o racha na eleição para o diretório estadual, é preciso juntar os cacos. No PT, muitos nomes, mas ainda não saiu fumaça branca do Paço Municipal para dizer quem será o candidato do partido.

A rigor, o ex-prefeito Iris Rezende Machado (PMDB) é o favorito para vencer as próximas eleições, mas para confirmar o favoritismo tem que fazer a lição de casa: pacificar a legenda.

Ao bancar a candidatura de Nailton Oliveira à presidência do diretório estadual do PMDB, o velho cacique peemedebista provocou arestas com o deputado estadual José Nelto e o deputado federal Daniel Vilela. Até que ponto estas feridas estarão abertas ou cicatrizadas no período eleitoral?

O PT, do prefeito Paulo Garcia, ainda não definiu seu rumo: vai de candidatura própria ou faz aliança com o PMDB ou o PSB? E quem será o nome? Os deputados estaduais Luiz Cesar Bueno, Humberto Aidar e Adriana Accorsi são os mais lembrados, ao lado de Edward Madureira, ex-reitor da Universidade Federal de Goiás.

Difícil previsão

O quadro é assim: os principais aliados do Palácio das Esmeraldas (PSDB-PTB-PP-PPS-PSB) não se entendem. Entre os principais partidos fiadores do Paço Municipal (PT-PMDB) também não há consenso. Como ficará a sucessão de 2016? Difícil prever.

Vai ser preciso muita reunião e muitos panos quentes para pôr as respectivas casas em ordem. A tendência, no entanto, é um “cada um por si e Deus para todos”, ou seja, cada partido lançar o seu nome, no primeiro turno, e abrir conversações somente no segundo turno. É o que pode-se presumir com um quadro confuso como este.

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia