Cotidiano

Golpe mortal em hospitais

Redação DM

Publicado em 9 de novembro de 2015 às 23:46 | Atualizado há 11 anos

Se você tem parentes em hospitais públicos deve ficar atento ao novo golpe que está sendo aplicado. Estelionatários têm utilizado o nome de hospitais para roubar dinheiro dos pacientes e dos seus familiares.

No último dia 5, quinta-feira, o Hospital de Urgência de Aparecida de Goiânia (Huapa) teve seu nome utilizado pelos golpistas para extorquir suas vítimas. Pessoas se passaram por funcionários do hospital e fizeram ligações para parentes de pacientes da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Os criminosos pediram para que as famílias depositassem dinheiro em uma conta que eles alegavam ser do hospital. Esse dinheiro seria utilizado para realização de exames ou compra de medicamentos.

Hospitais públicos do Sistema Único de Saúde (SUS), não podem cobrar por exames nem pelo tratamento. A direção do Huapa reiterou que o hospital não entra em contato via telefone com parentes de pacientes. As informações somente são repassadas pessoalmente.

Essa não é a primeira vez que o hospital de Aparecida passa por situação parecida de golpe. A direção inclusive já registrou um boletim de ocorrência no 1º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia. O Huapa pede para que pessoas que receberem ligações de “funcionários” entrem em contato com a direção do hospital imediatamente.

Caso reincidente

A primeira vez que ocorreu este golpe, foi no início do ano. O Huapa tem capacidade para atender 10 leitos de UTI. Nesta ocasião, os 10 pacientes tiveram familiares que receberam uma ligação exigindo dinheiro para realização de exames e compra de remédios. Das 10 vítimas em potencial, duas caíram no golpe.

Desta vez o golpista não teve sorte, pois Cristiane Ferreira de Morais suspeitou e averiguou o caso com o Huapa. Em entrevista com o Diário da Manhã, ela contou que a pessoa que ligou para ela se passava por médico. Disse o estado de saúde do pai de Cristiane, o remédio que precisava e por que precisava. “Ligaram dizendo que meu pai teve uma hemorragia no pulmão e que não poderiam fazer uma cirurgia devido ao estado debilitado que ele se encontra, então precisava de um remédio especial e urgentemente”, explicou Cristiane Morais.

A vítima iria ao hospital pagar pelo medicamento, mas desconfiou quando soube que deveria fazer um depósito e que o número do telefone que efetuou a ligação era um celular que tinha o DDD (Discagem Direta à Distância) 66, utilizado em cidades Mato Grosso. Ao entrar em contato com a direção do Huapa, descobriu que se tratava de um golpe e que essa não era a primeira vez que tentam lesar pacientes do hospital de Aparecida.

Cristiane Morais ficou impressionada pelo fato do estelionatário conhecer o exato problema que seu pai tem. Segunda ela explica, disseram até mesmo o lado do pulmão que havia sofrido hemorragia. Para a Cristiane, os golpistas têm acesso a informações internas do hospital com certeza, pois o suposto médico sabia muito bem o quadro clínico de seu pai.

O Huapa diz não ser o único hospital que sofre com este golpe e pede à população para ficar atenta. Se Cristiane tivesse caído no golpe, teria desembolsado 1,5 mil reais. O caso foi passado para a polícia que investigará o número do celular e a conta bancária oferecida para o depósito.

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