Cotidiano

Solução na Síria é muito díficil, diz Kerry

Redação DM

Publicado em 30 de outubro de 2015 às 07:25 | Atualizado há 11 anos

VIENA – Representantes de mais de 20 países se reúnem nesta sexta-feira para tentar buscar uma solução para a guerra civil na Síria. O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou que espera progresso nas negociações internacionais, mas afirmou que encontrar uma saída política para a questão é muito difícil.

— Estou esperançoso. Não chamo de otimismo — disse o secretário à imprensa nesta sexta-feira antes da reunião. — Espero que possamos encontrar um avanço. É muito difícil.

O ministro de Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier declarou que a reunião internacional é um sinal de esperança para a Síria e a região já que países rivais como Irã e Arábia Saudita se juntariam a outras nações para discutir pela primeira vez. O Irã, junto à Rússia, é um dos aliados do regime do presidente sírio Bashar al-Assad. O governo russo realiza intervenções militares aéreas na Síria há um mês, enquanto os iranianos enviaram soldados para apoiar o Exército da Síria na luta contra o extremismo.

Enquanto isso, países como Estados Unidos, Turquia, Árabia Saudita, Qatar, França e Reino Unido apoiam uma transição política que tire Assad do protagonismo político.

Na chega à capital austríaca, Steinmeier disse que as negociações poderiam se mostrar bem-sucedidas “se nos juntarmos e negociarmos preparados para realmente contribuir com o fim do conflito sírio”.

PAPEL DA OPOSIÇÃO SÍRIA

Na quinta-feira, líderes da oposição síria criticaram as negociações internacionais por não terem sido chamados para integrar o processo, o que consideraram “um grande ponto fraco”. Nesta sexta-feira, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Bogdanov, disse querer que a oposição síria alcance uma posição comum e forme uma delegação para conversas com o governo sírio, de acordo com a agência de notícias Interfax.

A Rússia e Arábia Saudita trocaram listas de figuras da oposição síria para serem possivelmente incluídas nas conversas durante um encontro em Viena, e a Rússia quer que o Exército Sírio Livre e os curdos participassem, disse ele, de acordo com a agência.

Bogdanov disse que a lista russa possuía 38 nomes, mas que Moscou estava flexível e feliz em permitir que a lista fosse aumentada, relatou a Interfax. Ele disse que os Estados Unidos prometeram entregar uma lista própria.

Segundo George Sabra, integrante da Coalizão Nacional Síria, afirmou que qualquer intenção de plano de paz no país que permita que Assad participe de eleições após um período de transição seria “louco” porque ele é a raiz do problema, de acordo com o opositor.

— Quem é louco o suficiente para acredita que, sob essas circunstâncias na Síria, alguém possa conovcar eleições? — afirmou Sabra à Reuters. — Sete milhões de sírios estão fora da Síria, algum deles em campos de refugiados em alguns países. Dentro da Síria há milhões que deixaram suas casas, suas vidas, buscando segurança.

Sabra rejeita a ideia de que Assad possa participar de eleições primárias, afirmando que o preidente e os aliados iranianos, russos e do Hezbollah atacam a população e dá margem a insurgentes de linha dura:

— Bashar al-Assad e seu regime é a raiz do terrorismo na Síria — afirmou — Acho que o que acontece em Viena esses dias é um carnaval dos Estados do Oriente Média, fazendo declarações para atender a seus interesses, não para solucionar o real problema na Síria.

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