Grupo extraviava pedras preciosas
Redação DM
Publicado em 26 de novembro de 2015 às 23:03 | Atualizado há 11 anosOperação deflagrada pela Polícia Federal (PF), denominada Soldner, desarticula e combate organização criminosa que atuava no comércio ilegal e na exportação massiva de minérios e pedras preciosas. Em Goiás, dois empresários foram presos, além de serem cumpridos dez mandados de condução coercitiva e sete de busca em apreensão.
A organização criminosa ao longo da investigação tinha movimentação estimada em R$ 500 milhões. Para atuação do grupo, ele era divido em dois. Um grupo cuidava da atuação na comercialização ilegal de pedras preciosas, tendo sua maioria empresários do ramo e pequenos comerciantes de jóias. O outro comercializava mediante fraude, títulos da dívida pública e moeda estrangeira com transições financeiras com bancos venezuelanos, composto por autônomas e pequenos empresários.
De acordo com a PF, através de denúncias de comercialização de urânio as investigações começaram em 2013 e foram comprovadas que eram feitas de forma irregular. O delegado responsável pela investigação, Charles Lemes, relata que a extração dos minérios era realizada no estado de Minas Gerais.
A investigação trabalha com a suspeita que o grupo de atuação com moedas e títulos esteja vinculada aos processos de lavagem de dinheiro da organização criminosa. Os minérios e pedras preciosas faziam a rota pelos países: Portugal, Bélgica e Israel, com o destino final em Dubai. E há indícios que os estrangeiros que faziam a ponte para o exterior podem estar ligados a grupos armados e extremistas.
O delegado também afirma que há indícios razoáveis de contrabando de material radioativo. A PF esclarece que vão analisar os documentos para ver há existência desse tipo de material. Mas, segundo o delegado as pedras analisadas não possuem registro de radioatividade, sendo a maioria de diamante e ouro.
Ao todo no país, duzentos policiais federais cumprem cinquenta e oito medidas judiciais, sendo dez mandados de prisão temporária, dezenove de busca e apreensão, além de vinte e nove conduções coercitivas nos estados de Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo, Pará, Pernambuco e Tocantins. Mas, em Goiás foi encontrado a maioria dos documentos do grupo.
Os envolvidos no grupo criminoso devem responder por usurpação de matéria-prima pertencentes da União a crime de formação de organização criminosa, dentro outros crimes correlatos. Segundo a PF, a denominação de Soldner é em referência a mercenários para quem o valor do dinheiro é capaz de suprimir os próprios valores morais.
Até o fechamento dessa edição foram cumpridos quarenta e dois mandados judiciais.