Mais de 180 animais recuperadas
Redação DM
Publicado em 26 de novembro de 2015 às 23:00 | Atualizado há 1 anoA Gerência de Fauna e Recursos Pesqueiros da Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura, Cidade e Assuntos Metropolitanos (Secima) realizou entre os dias 9 e 20 de Novembro uma operação de combate ao tráfico de animais silvestres no Sul e Sudeste goianos.
Através da operação Bugio 183 animais foram apreendidos e 7 pessoas autuadas, além disto, multas também foram aplicadas somando um total de R$ 124,5 mil. Os procedimentos tiveram o auxílio do Sispass (Sistema de Cadastro de Criadores Amadoristas de Passiformes ) e de denúncias realizadas.
Na operação foram apreendido 149 canários da terra, três pássaros pretos , dois periquitos do encontro amarelo, um coleiro do brejo, três papacapins, dois sabiás laranjeira, um bigodinho, uma cigarra rainha, dois jabutis, uma arara canidé, um papagaio verdadeiro, quatro pintassilgos, dois curiós, três azulões-verdadeiros, quatro trinca ferros, três baianos e um bicudo-verdadeiro.
Além das apreensões de animais, ainda foram apanhadas três gaiolas de rinhas, três alçapões, sete redes de pesca, 51 gaiolas, e dois malotes moldados para esconder animais.
Atividade ilegal
O artigo n° 1 da Lei 5.197/1967 reza que: “Os animais silvestres de quaisquer espécies, em qualquer fase de seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais são propriedade do Estado, sendo proibida a sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha.”
O comercio ilegal de animais silvestres tem consequências ecológicas diretas, principalmente com relação à extinção de espécies raras. Ainda que desde 1967 esta prática seja considerada ilegal, ainda é simples de se encontrar feiras de produtos e partes de animais de forma irregular.
Entre os países da América Latina como a Argentina, Peru e Venezuela, o Brasil se destaca como grande exportador de animais de espécies raras. Em âmbito Nacional, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste são as principais fornecedoras de animais silvestres.
