Polícia age rápido soluciona casos que mobilizaram Goiás
Redação DM
Publicado em 4 de dezembro de 2015 às 18:44 | Atualizado há 11 anosDois casos de ampla repercussão ocorridos nesta semana em Goiás terminaram de forma rápida por meio de ações da polícia goiana. Um deles, a morte da ciclista Cibelle de Paula, na BR-060, próximo a Abadia de Goiânia. O outro, em Jataí, quando grupos criminosos atearam fogo em ônibus do transporte coletivo para tentar intimidar ações disciplinares contra comparsas que estão presos no município.
No caso da ciclista, integrantes do Grupo de Radiopatrulha Aérea (GRAER) solucionaram o homicídio em menos de 48 horas. Três suspeitos foram presos, um deles menor de idade. Cibelle pedalava ao lado do marido, Eduardo de Oliveira, e um amigo na rodovia na noite de segunda-feira, em uma região cujo sob jurisdição da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Por volta das 22 horas, a bancária se distanciou alguns metros do grupo, quando foi abordada pelos criminosos e baleada. Socorrida, morreu horas depois em um CAIS.
Segundo relato de um dos presos à polícia, Pedro Henrique Domingos de Jesus Félix, de 18 anos, a ciclista foi baleada porque demorou a entregar a bicicleta. Os depoimentos apontam que ele foi o autor do tiro fatal. Mesmo com passagens anteriores por porte de arma e receptação, Pedro Henrique alega que atirou “sem querer”.
Além dele, participaram da ação pelo menos dois comparsas: Ronaldo da Silva Alves, de 21 anos, e um adolescente de 17 anos, que foi apreendido. O trio alega que foi a primeira vez que tentou roubar uma bicicleta, mas a polícia encontrou com o grupo uma picape, nove celulares, e uma moto também roubada – veículo, inclusive, que foi usado no momento do crime. Informações extraoficiais dão conta de que pelo menos cinco bicicletas foram encontradas com o trio.
O crime foi solucionado após determinação de prioridade do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Silvio Benedito Alves, de que o setor de inteligência da corporação atuasse no caso. Com auxílio de informações também da Guarda Civil Metropolitana, o primeiros suspeito preso foi o menor, em uma casa no Jardim Botânico. Ronaldo foi preso no mesmo setor e o suspeito de atirar, Pedro Henrique, no Village Santa Rita. Na manhã de ontem, o delegado Rilmo Braga, que lavrou o flagrante, confirmou que o marido e o amigo da ciclista reconheceram os suspeitos.
Jataí
Outro caso de grande repercussão resolvido em menos de 24 pelas polícias goianas ocorreu em Jataí, município localizado a 320 quilômetros da capital. Na madrugada da última quarta-feira, criminosos incendiaram pelo menos cinco ônibus do transporte coletivo e um caminhão. A ação ocorreu após a adoção, por parte da Superintendência de Administração Penitenciária (Seap) adotar medidas disciplinares mais rigorosas contra presos perigosos que estão na unidade prisional do município. A intenção dos criminosos era intimidar a ação do Estado.
Ainda na madrugada de quarta-feira, o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás, Joaquim Mesquita, determinou empenho total de grupos especiais da Polícia Militar e mobilização da Polícia Civil. A força-tarefa contou com homens do Graer, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), inclusive com presença do comandante da tropa, coronel Wellington Urzeda, e policiais civis da região.
A mobilização intensa culminou na prisão de seis suspeitos, no início da tarde de ontem: Gilberto Ferreira da Rocha, de 21 anos, Rafael Ferreira Souza, de 19, Jucelino Aparecido de Souza (com idade não confirmada) e três adolescentes, um com 15 anos de idade e dois com 16 anos de idade.
Com o bando, foram encontrados coquetéis molotov, um revólver calibre 38 e uma espingarda calibre 12. De acordo com o assessor da Polícia Militar de Goiás, tenente-coronel Ricardo Mendes, o material apreendido reforçou a materialidade da ação dos homens presos. Os presos confessaram a participação nos atentados. “Eu coloquei fogo no primeiro ônibus e coloquei fogo a mando de um tal de Roberto”, disse um dos adolescentes apreendidos.
Rafael Ferreira disse que foi convidado por um dos adolescentes e que emprestou o revólver e a espingarda apreendida. Com passagens por tráfico e homicídio, ele contou à polícia que um outro criminoso afirmara que ele deveria “representá-lo” na ação. Na casa do suspeito, também foram apreendidas 12 pedras de crack.