Abra a mente
Redação DM
Publicado em 3 de dezembro de 2015 às 23:04 | Atualizado há 11 anosDurante décadas fomos bombardeados de conceitos “progressistas” sobre a condução da vida econômica, religiosa e social do país e do mundo, nas escolas, na imprensa, na Igreja, nas reuniões sociais – dessa overdose fantasiosa obtivemos os seguintes resultados: caos social, recessão econômica, relativização de valores, ateísmo, drogas, desrespeito às autoridades policiais, violência, desobediência aos pais, corrupção e toda a sorte de coisas que tornam o futuro desalentador.
Sem adentrar a história ou julgar as intenções individuais, o que se constata é que o objetivo global da “revolução operária” delineada por Marx e estimulada por Gramsci e outros pensadores desiludidos está conseguindo se estabelecer, ressaltando que este objetivo é a derrocada dos pilares da sociedade para que, então, em cima destes escombros, surja um governo secular e totalitário, no qual as liberdades individuais sejam controladas ou mesmo erradicadas em prol de um Estado-deus.
A influência negativa dessa onda é tão significativa que ainda hoje, apesar de todos os dados e consequências anotadas, entende-se que “politizado” seria gritar por “justiça social”, “reforma agrária”, “direito das minorias”, “fascistas e reacionários”… quando, em verdade, essas frases não passam de doutrinação da massa ignorante que se pretende “antenada” e preocupada com a sociedade, enquanto os governos se fortalecem contra a liberdade de imprensa, enquanto comprometem o futuro real dessas mesmas pessoas, enquanto se enriquecem absurdamente.
Entretanto, assim como sempre aconteceu no mundo, existe um limite e as pessoas começam a despertar da utopia fantástica, esse momento chegou no Brasil: mais e mais cidadãos iniciam a ler os fatos corretamente – o fracasso econômico não é culpa de elementos exteriores, a corrupção galopante não é a simples herança de golpistas anteriores, a incompetência administrativa e fiscal não se dá ao acaso ou por força de terceiros.
Não se fala de partidos aqui, mas da ideologia geral que frequenta e transita livremente em todas as agremiações políticas, esse é o grande prejuízo contra o qual precisamos lutar, marcando sempre que o coletivo sadio somente existe ao se respeitar o indivíduo e não ao contrário.
Quando o cidadão, uno e indivisível, é valorizado, não há necessidade de se defender um grupo de cidadãos perseguidos, não há porque se bater por cotas ou bolsas – é preciso cultivar as raízes para se obter os bons frutos.
Essas raízes estão vivas em uma educação firme e responsável, na Igreja e seus valores, na Família, no respeito à propriedade honesta, na valorização do trabalho árduo, na obediência às leis, na liberdade da imprensa e de expressão, na responsabilidade individual dos atos, sem vitimismo ou justificações históricas.
“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, entendamos direito dessa vez !
(Olisomar Pires, escritor – olisoblog.com)