PMDB sinaliza 2016 sem o PT
Redação DM
Publicado em 3 de dezembro de 2015 às 21:06 | Atualizado há 11 anosCircula no PMDB uma pesquisa que diz o seguinte: “se Iris se aliar ao PT, perde as eleições”. Qual instituto fez a pesquisa? Ninguém no partido fala. Mas diz que ela existe. O fato é que, independente da existência ou não da dita pesquisa, há um mal humor entre peemedebistas contra o PT. De onde vem as motivações? A principal suspeita é a relação, cada vez mais próxima entre o ex-prefeito Iris Rezende e o senador Ronaldo Caiado (DEM). Na visão do presidente do DEM, o PT é o diabo. Paulo Garcia e seus auxiliares devem ser enxotados da convivência com Iris e o PMDB.
Mas há mais. Em Brasília as principais lideranças do PMDB estão dependuradas na brocha do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot e do juiz paranaense Sérgio Moro. O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi pego com as calças na mão pelo Ministério Público da Suíça e na troca de e-mails com o banqueiro André Neves (BTG Atual). O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o senador Jader Barbalho (PMDB)-PA), também estão na mira do MPF. E o que fazem os próceres peemedebistas para escapar ao fogo cerrado da mídia: jogam a presidenta Dilma Roussef e o PT aos leões.
Há muitos mal feitos em Brasília, e em neles há peemedebistas, petistas, tucanos, pepistas, democratas e petebistas envolvidos. Mas a mídia – leia-se Globo, Folha, Veja -, não quer a cabeça de Eduardo Cunha, Jader Barbalho, Aécio Neves, Agripino Maia, Fernando Collor ou Renan Calheiros. Quer a cabeça de Dilma, do ex-presidente Lula e do PT.
No plano econômico o Brasil é o sexto no mundo na atração de investimentos externos, tendo como exemplos, o acordo Brasil-China, de US$ 53 bilhões; o anúncio da GM de investimentos de R$ 13 bilhões e da Volkswagen, de R$ 460 milhões. Mas no mundo político reina o protagonismo exacerbado de setores do Judiciário e do MPF que desestabiliza o governo e toda classe política, conforme ficou demonstrado na última pesquisa Ibope, onde todos os partidos e todos os principais lideres políticos do país ficaram com rejeição do eleitorado na casa dos 50%.
É cedo para medir o humor do eleitorado sobre as alianças de 2016. Assim como o PMDB tem suas pesquisas de bolso de colete, no governo do Estado também surgiu sinal amarelo para uma pesquisa que mostra a aprovação do governador Marconi Perillo (PSDB) em Goiânia em 26% (ótimo/bom) e rejeição de 64% (ruim/péssimo/regular). Isto significa que Marconi e o PSDB são carta fora do baralho em Goiânia? Ou demonstra que pelo menos um terço do eleitorado está satisfeito com o governo?
Os números são relativos. Uma pesquisa hoje é um retrato de hoje. Daqui a nove meses, período das eleições, como estará pensando o eleitorado?