Avaliação do governo Dilma fica estável, diz CNT/MDA
Redação DM
Publicado em 27 de outubro de 2015 às 09:25 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – Pesquisa CNT/ MDA divulgada nesta terça-feira mostra que a avaliação positiva do governo é de 8,8%, enquanto a avaliação negativa é de 70%. No último levantamento, realizado em julho, essas percentagens eram de 8% e 71%, respectivamente. Já a aprovação do desempenho pessoal oscilou de 15% para 15,9%, e a desaprovação, de 80% para 80,7%.
A pesquisa mostra que 61,3% dos entrevistados consideram a rejeição das contas do governo pelo Tribunal de Contas da União (TCU) como motivo para realização de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Já 69,2% consideram Dilma culpada pela corrupção na Petrobras, investigada pela Operação Lava-Jato. Ainda de acordo com o levantamento, 87,2% têm acompanhado ou ouviram falar dessas investigações.
Segundo a CNT/ MDA, 68,4% consideram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva culpado pela corrupção investigada na Lava-Jato e 64,3% acreditam que os envolvidos em corrupção não serão punidos.
EXPECTATIVA DE RENDA
Entre os entrevistados, 80,6% consideram que a presidente Dilma não está sabendo lidar com a crise econômica e 63,6 acham que será possível resolver essas dificuldades apenas no longo prazo, a partir de três anos ou mais.
Entre os entrevistados, 55% acham que a situação do emprego no país vai piorar nos próximos seis meses e 48,4% têm expectativa que sua renda mensal ficará igual nos próximos seis meses.
No momento em que o governo tenta fazer um ajuste fiscal, 86,7% disseram não estar dispostos a pagar mais impostos para ajudar o país a sair da crise e 70,5% disseram não ser favoráveis à volta da CPMF.
CONFIANÇA NAS INSTITUIÇÕES
Segundo a pesquisa, a instituição ou corporação mais confiável é a Igreja, com 54,7%; seguida das Forças Armadas, com 17%; e da Justiça, com 7,6%. Os partidos políticos aparecem em último, com 0,2%; pouco abaixo do governo e do Congresso, com 0,8%. O percentual de confiança na imprensa é de 4,5%.
Ainda de acordo com o levantamento, 61,1% não confiam nunca no governo, 32% confiam poucas vezes na imprensa e 50,8% confiam sempre na igreja. Quanto à Justiça, 37% dizem confiar poucas vezes e 76,2% afirmaram não confiar nunca nos partidos políticos. Já 38,7% disseram confiar poucas vezes na polícia.
A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 24 de outubro. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 136 municípios de 24 estados, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.