Cármen Lúcia nega que STF tenha interferido em ritos do Legislativo
Redação DM
Publicado em 15 de outubro de 2015 às 22:50 | Atualizado há 11 anosSÃO PAULO. SÃO PAULO. A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia negou nesta sexta-feira que que barraram o rito estabelecido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para eventual processo de impeachment de Dilma Rousseff seja uma forma de intromissão do Judiciário no Poder Legislativo:
– O Brasil pode ter a mais absoluta segurança de que nós não interferimos em nada que não seja a obrigação de dar cumprimento à Constituição. Tudo que seja dos outros poderes, nós não entramos – disse a ministra em entrevista, depois de receber homenagem da Associação Brasileira de Jornais (ANJ), em São Paulo.
– As decisões foram tomadas pelos ministros considerando o que está na Constituição e o que foi posto em julgamento – completou a magistrada.
Cármen Lúcia preferiu não comentar a declaração do colega de Supremo, o ministro Gilmar Mendes, em garantir o apoio de sua base aliada contra um movimento a favor do impeachment de Dilma, conduzido pela oposição. Na ocasião, Mendes afirmou que “ninguém se mantém no cargo (de presidente) com liminar do Supremo.
– Sobre a fala de colega eu não falo – desconversou a ministra.
Cármen Lúcia criticou o “individualismo” em momentos de crise econômica e política. Ela disse ser a hora de “prestarmos atenção ao Brasil que temos e o Brasil que queremos”, para alcançá-lo.
– Guimarães Rosa dizia que sorte é merecer e ter. Aprendi que é preciso fazer merecer para ter – disse a magistrada. sorte é isso: merecer e ter. é preciso fazer merecer para ter.
– Eu vejo muita raiva ao invés de discussões, vejo reclamações ao invés de reivindicações. É o momento em que temos que ter clareza do que queremos e de como fazer para conseguir o que queremos – concluiu.