Cotidiano

PGR amplia denúncia contra Eduardo Cunha na Lava-Jato

Redação DM

Publicado em 14 de outubro de 2015 às 22:05 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – O Ministério Público Federal ampliou a denúncia apresentada no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB- RJ). Em petição anexada nesta quinta-feira ao processo que investiga Cunha no STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede que seja incluída na denúncia , conhecido como Fernando Baiano. Na delação, Baiano confirma que Cunha foi beneficiado por esquema de pagamento de propina a partir de contratos da Petrobras.

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A defesa do presidente da Câmara já pediu , alegando que precisa saber tudo o que está ali registrado e como foi feito o acordo com Baiano. O acordo de delação foi homologado pelo ministro Teori Zavascki.

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Em agosto, Janot . Ele é acusado de receber do lobista Júlio Camargo US$ 5 milhões para facilitar a contratação de dois navios-sondas da Samsung Heavy Industries para Petrobras, um negócio de US$ 1,2 bilhão. Em depoimento ao Ministério Público Federal, Camargo disse que pagou US$ 40 milhões em suborno.

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Outros dois acusados de cobrar propina para facilitar a contratação dos navios da Samsung são o lobista Fernando Soares, o Baiano, e o ex-diretor da área de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Os dois já foram condenados pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. . O caso de Cunha será julgado pelo STF. Caberá ao relator do caso, ministro Teori Zavascki, decidir se acolhe a denúncia de Janot.

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O procurador-geral pede ainda que o presidente da Câmara e os demais acusados de receber suborno devolvam US$ 80 milhões aos cofres públicos. São US$ 40 milhões relativos a propina e mais US$ 40 milhões a título de reparação do dinheiro desviado da Petrobras.

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