Limpeza do Camelódromo deve terminar ainda nesta terça
Redação DM
Publicado em 12 de outubro de 2015 às 23:46 | Atualizado há 11 anosRIO – Representantes de comerciantes do Mercado Popular vão se encontrar, às 16h desta terça-feira, na prefeitura, com funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF). O objetivo, segundo Rosalice Rodrigues de Oliveira, presidente da União dos Comerciantes do Mercado Popular, é saber como obter uma linha de crédito junto ao banco para repor as perdas de equipamentos por causa do incêndio na madrugada de domingo, que destruiu 204 boxes e danificou de alguma forma outros 174.
– Os comerciantes atingidos estão precisando muito de ajuda. Precisam repor as perdas e começar logo a trabalhar – disse Rosalice.
A Comlurb, junto com técnicos da Defesa Civil, começou, na manhã desta terça-feira, a limpeza da parte da Quadra D, do Mercado Popular da Uruguaiana, atingida pelo incêndio. Mais de 50 caminhões, cada um com capacidade para duas toneladas de entulho, já deixaram o Camelódromo para despejo num depósito da empresa no Caju. O objetivo é concluir a limpeza da área ainda nesta terça-feira, informou o subsecretário de Defesa Civil, Márcio Motta.
– A intenção é que toda a limpeza termine ainda hoje. É um trabalho muito difícil. Começou ontem, mas a intenção é que termine hoje ainda. Já saiu a metade do entulho. Ainda tem muita coisa para sair. A dificuldade é dcom as peças grandes, que precisam ser cortadas para serem colocadas nos caminhões – disse Motta, que minimizou uma rachadura num prédio colado ao Camelódromo.
– Aquela rachadura que aparece ali (no prédio) não indica um comprometimento da edificação. Mas é lógico que precisará ser tratado por um engenheiro responsável técnico. Vai precisar descascar e tratar aquela rachadura para refazer aquela parte. Mas não é um elemento que vá comprometer a edificação – garantiu.
Durante a limpeza, os agentes encontraram uma cobra morta.
– O pessoal informou que havia uma cobra, logicamente que estava queimada, morta, e já foi retirada. Esperamos não achar nenhuma mais.
A dona do animal, uma mulher que disse ser amiga de comerciantes, alegou que a cobra ficava no Mercado Popular para caçar ratos.
– Ela tem oito filhotes, que devem estar escondidos num buraco perto de onde ficavam. Depois vou pegá-las e cuidar delas – disse a mulher.
Diante do cenário devastador, pelo menos uma comerciante pôde comemorar. Diva Alves Ferreira, há 22 anos trabalhando no Camelódromo, é dona do primeiro boxe colado aos que pegaram fogo. O Corpo de Bombeiros conseguiu apagar as chamas antes que atingissem sua loja, onde vende de bijuterias.
– Dei sorte, graças a Deus. Queimou tudo, pegou fogo. Dei sorte. Foi por um triz. Descobri domingo de manhã, quando estava na casa da minha filha e vi a notícia pela televisão. Me desesperei, fiquei apavorada. Achei que tinha perdido tudo porque foi na minha quadra, a D. Aí, chegando aqui senti um alívio. As coisas estão aí. De qualquer maneira é triste ver os amigos, os vizinhos que perderam tudo. E eu estou trabalhando mas não dá para vender nada. Não tem como vender. Não tem cliente. Agora aqui é só limpeza – comentou.