Para Planalto é preciso evitar ‘guerra fratricida’ pelo impeachment
Redação DM
Publicado em 12 de outubro de 2015 às 22:37 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA — Embora não diga claramente que recorrerá à Justiça, o Palácio do Planalto voltou a defender nesta terça-feira que não há elementos jurídicos que embasem um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Escalado para falar em nome do governo após a reunião de coordenação política comandada por Dilma hoje, o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, disse que um impeachment seria a ruptura institucional, e traria prejuízos para a sociedade. Ele pregou que não é preciso haver uma “guerra fratricida” em torno do assunto.
— Um país democrático não pode resolver os seus problemas políticos com ruptura institucional. E hoje um processo de impeachment seria nós instituirmos uma ruptura institucional sem qualquer argumento jurídico. Governo, oposição, todos nós, temos de debater as nossas diferenças, mas isso não precisa se tornar uma guerra fratricida. Nós não precisamos paralisar o país e os interesses do povo — disse Edinho à imprensa:
— Quando um ministro diz que o governo está aberto ao diálogo, inclusive para dialogar com a oposição, eu estou aqui fazendo um gesto concreto. Todos aqueles que queiram construir uma agenda de futuro para o país. O governo está aberto ao diálogo — pontuou.
, de que não é possível um pedido de impeachment ser julgado por maioria simples no Plenário da Câmara, estratégia que vinha sendo combinada entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e a oposição. Perguntado insistentemente se o governo irá recorrer à Corte, caso seja deflagrado um processo de impeachment no Congresso, Edinho foi evasivo:
— Recorrer ao Supremo? Nós não temos nenhuma medida tomada. Nós acreditamos na maturidade institucional do nosso país.