Cotidiano

Cunha se irrita ao ser perguntado sobre contas na Suíça

Redação DM

Publicado em 9 de outubro de 2015 às 05:43 | Atualizado há 11 anos

RIO — O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a demonstrar irritação ao ser questionado sobre contas na Suíça atribuídas a ele e a seus familiares nesta sexta-feira, durante o 5° Congresso Fluminense de Municípios, da Associação dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro (AEMERJ). na Inglaterra, na Espanha e nos Estados Unidos, entre outros países.

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— Você tem outro assunto para tratar comigo ou só isso? — disse, irritado, sem responder aos questionamentos.

Perguntado se avaliava que sua situação estava se complicando, o peemedebista disparou:

— Não acho nada. Mais algum outro tema?

Quando deixou o evento, um eleitor gritou:

— Fale das contas na Suíça.

Cunha, porém, continuou andando como se nada tivesse acontecido.

‘MANDATO ANTERIOR NÃO CONTAMINA O ATUAL’

Ao comentar a rejeição das contas da presidente Dilma Rousseff no Tribunal de Contas da União (TCU), o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse nesta sexta-feira que, em seu entendimento, fatos anteriores a este mandato não podem afetá-lo. Dilma começou um novo mandato este ano, e as contas reprovadas são de 2014. O peemedebista advertiu que isso ainda é fruto de um debate jurídico.

— O meu entendimento é que o mandato anterior não contamina o atual. O que há é uma discussão que está sendo posta. Uns entendem que é continuada em função da lei 1.079, que trata dos crimes de responsabilidade. Ela (a lei) foi feita antes do advento da reeleição. Então, é uma discussão jurídica. Como o advento da reeleição foi posterior, poderia considerar que o mandato é continuado. Há argumentos para os dois lados. O direito é assim.

Cunha disse que, por conta do rito do parecer do TCU em relação às contas no Congresso e das votações pendentes da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da própria Lei Orçamentária do próximo ano, as contas de Dilma de 2014 só devem ser analisadas em 2016.

Sobre os pedidos de impeachment, o presidente da Câmara disse que espera despachar, até a próxima terça-feira, sete deles. Outros dois chegaram recentemente, mas esses, segundo Cunha, não serão analisados agora por conta do prazo para que o governo se manifeste sobre eles.

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