Bombardeio em casamento deixa ao menos 30 mortos no Iêmen
Redação DM
Publicado em 8 de outubro de 2015 às 06:41 | Atualizado há 11 anosSANAA – Ao menos 30 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nesta quinta-feira em um ataque aéreo que atingiu uma festa de casamento na cidade de Sanabi, em área controlada pelos rebeldes Houthis no sudoeste do Iêmen, segundo informações de três autoridades de segurança locais divulgadas pela CNN. Os responsáveis pelo atentado ainda não foram confirmados, mas, de acordo com moradores, o bombardeio possivelmente foi lançado por jatos da coalizão liderada pela Arábia Saudita.
— Aviões da coalizão lançaram o ataque. A causa foi completamente destruída — disse o mordador e testemunha Taha al-Zuba à AFP. — Era possível ouvir aviões de guerra antes do ataque.
Locais informaram que a festa comemorava o casamento de três irmãos, que aguardavam a chegada das noivas quando um míssil atingiu a casa, deixando pelo menos 38 feridos segundo fontes médicas da AFP. Segundo a CNN, as forças da coalizão informaram que não há operações em andamento na região do incidente e que civis não são alvos do grupo militar.
— Nem toda explosão que ocorre no Iêmen é um ataque aéreo. Pode ser um míssil, um carro-bomba ou bombas escondidas — afirmou o porta-voz da coalizão, Ahmed Asseri.
Na semana passada, outra cerimônia de casamento foi alvo de ataque aéreo na província de Taiz, deixando pelo menos 131 mortos, segundo a agência de notícias houthi Saba.
A coalizão da Arábia Saudita negou a autoria do ataque, apesar das acusações das autoridades de segurança do Iêmen.
No conflito no país, os rebeldes houthis enfrentam o exército do presidente deposto Ali Abdullah Saleh. A coalizão árabe começou a intervir no país contra os insurgentes e seus aliados iranianos em março. Os confrontos já deixaram ao menos 4 mil civis mortos, segundo o Ministério da Saúde sob controle dos houthis.
A Anistia Internacional pediu, na quarta-feira, que países, incluindo os Estados Unidos e Reino Unido, parassem de armar a coalizão árabe. Em relatório, a entidade afirmou que há urgência por uma investigação independente de violações.