Quatro mísseis russos lançados à Síria teriam caído no Irã
Redação DM
Publicado em 8 de outubro de 2015 às 00:52 | Atualizado há 11 anosWASHINGTON — Uma série de mísseis lançados pela Rússia a partir do Mar Cáspio em direção à Síria caíram no Irã, informaram nesta quinta-feira dois funcionários do governo americano à CNN. Segundo as fontes, os quatro projéteis caíram enquanto sobrevoavam o território iraniano e podem ter causado vítimas. Questionada sobre as casualidades, Moscou negou as informações.
Os mísseis foram lançados de navios russos estacionados no Mar Cáspio. Dessa forma, teriam que atravessar o território do Irã e do Iraque antes de alcançar a Síria. Ainda não está claro o local exato onde as casualidades ocorreram.
O incidente ocorre um dia depois de navios de Moscou começar a atacar a Síria a partir da região. Na quarta feira, o Ministério da Defesa russo informou ter atingido depósitos de armas, campos de treinamento e centros de comando do Estado Islâmico.
Nesta quinta-feira, tropas do governo sírio e milícias apoiadas por ataques aéreos russos lançaram uma nova ofensiva coordenada contra insurgentes em Ghab Plain, no Oeste da Síria, informaram o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) e um rebelde. Rami Abdulrahman, diretor do OSDH, disse que forças terrestres atacaram áreas tomadas por rebeldes com mísseis terra-terra, enquanto jatos russos bombardearam a região.
Já segundo a mídia local, autoridades militares da Síria afirmam que as forças sírias “lançaram ataques de longo alcance para lidar com grupos terroristas e liberar áreas que sofreram com leis e crimes terroristas”, de acordo com o chefe de equipe do exército sírio, General Ali Abdullah Ayoub. Ayoub não revelou quais áreas foram atingidas. Ele afirmou que novas unidades de combate foram orientadas a promover a ação militar.
A agência russa de notícias relatou que a força aérea do país atingiu 27 alvos do Estado Islâmico nas províncias de Homs, Hama e Raqqa, segundo declaração do Ministério da Defesa da Rússia. Em Raqqa e Hama, as bombas acertaram locais de treinamento do grupo extremista.
No entanto, o departamento de Estado americano acusou os russos de focarem 90% dos ataques contra rebeldes, em vez de mirarem alvos do EI. Ash Carter, secretário de Defesa dos EUA, afirmou que o país não vai cooperar com a Rússia na crise por esta apresentar uma estratégia “tragicamente falha”. No entanto, ele disse que o país está preparado para realizar discussões técnicas sobre segurança.
Os ataques aéreos russos começaram na semana passada e tiveram como principal foco áreas do oeste da Síria, onde o presidente Bashar al-Assad tem buscado reforçar seu controle depois de perder áreas do país para insurgentes, incluindo o grupo extremista Estado Islâmico.