Cotidiano

Mais um grupo de presos do BEP será transferido para Niterói

Redação DM

Publicado em 3 de outubro de 2015 às 06:35 | Atualizado há 11 anos

RIO – Uma escolta de policiais do Batalhão de Choque e da Corregedoria Interna da Polícia Militar chegou no início da manhã deste sábado no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, com dois ônibus grandes, quatro microônibus e dois caminhões baú para realizar a transferência dos 98 presos restantes para a nova unidade prisional, em Niterói, que vai abrigar policiais que aguardam o julgamento de seus processos. A antiga e problemática unidade do BEP foi interditada na sexta-feira, por tempo indeterminado, pelo titular da Vara de Execuções Penais, juiz Eduardo Oberg, após uma confusão envolvendo a juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, da Vara de Execuções Penais (VEP), a escolta dela e parte dos detentos durante uma inspeção.

Familiares dos internos acompanham de perto a transferência. Ainda por determinação do juiz da VEP, as visitas estão suspensas provisoriamente. Na nova unidade de Niterói, onde funcionou o presídio Vieira Ferreira Neto, os presos ficarão agora sob a guarda de agentes penitenciários.

Na sexta-feira, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) iniciou a transferência de 123 dos 221 presos do BEP. A Seap já vinha discutindo a transferência dos presos para a Unidade Prisional de Niterói com a Polícia Militar desde abril. Segundo o órgão, o processo “atende ao interesse público” e visa a “melhorar as condições de segurança e de trabalho dos funcionários administrativos, do Ministério Público, da Defensoria Pública, dos advogados e dos juízes”. Ainda de acordo com a Seap, a transferência dos detentos para a Unidade Prisional de Niterói possibilitará o uso dos agentes que trabalhavam no BEP no patrulhamento de rua.

AGRESSORES JÁ ESTÃO EM BANGU

Os quatro presos envolvidos na agressão à juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza foram transferidos, também na sexta-feira, para a Penitenciária Laercio da Costa Pellegrino, o Bangu 1, no Complexo Penitenciário de Gericinó. São eles: o terceiro-sargento Aloísio Souza da Cunha; o terceiro-sargento José Luiz da Cruz; o soldado Allan Lima Monteiro; e o cabo Aldo Leonardo Ferrari, que chegou a ser levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM) mas teve alta e também foi para Bangu.

O promotor Décio Luiz Alonso Gomes, da 3ª Promotoria de Justiça Junto à Auditoria Militar, disse, no entanto, que eles poderão ser transferidos para um presídio federal e cumprir pena em regime disciplinar diferenciado (RDD). Ele deverá pedir na próxima segunda-feira a inclusão dos agressores no RDD.

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