Porcentagem dos que consideram governo ruim ou péssimo é a maior da história
Redação DM
Publicado em 30 de setembro de 2015 às 18:10 | Atualizado há 2 anosA mais nova pesquisa Ibope, divulgada nesta quarta-feira (30) pela Confederação Nacional das Indústrias, mostra que a avaliação dos eleitores ao governo Dilma Rousseff ficou estável em comparação com o levantamento anterior, divulgado em julho deste ano, oscilando dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O Ibope havia apontado que 9% aprovaram o governo (consideravam ‘‘ótimo” ou ‘‘bom’’), 68% dos entrevistados avaliaram a administração Dilma como ‘‘ruim’’ ou ‘‘péssima’’ e 21% consideravam a gestão ‘‘regular’’.

A rejeição ao governo Dilma apontado nesta edição da pesquisa é a maior já registrada pela série histórica das pesquisas Ibope desde a redemocratização.
Houve queda nos índices daqueles que aprovam a maneira de governar da presidente, de 15% para 14%, enquanto 82% o desaprovaram e 77% não confiam em Dilma, 20% disseram confiar no governo da presidente.
O levantamento divulgado nesta quarta-feira (30), foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizado entre os dias 18 e 21 de setembro e ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios.
A queda de popularidade na passagem do primeiro para o segundo mandato também foi avaliada pela pesquisa e se chegou a conclusão de que, apesar de ter sido comum em governos anteriores, a redução em relação a Dilma foi bem mais acentuada do que a observada durante os mandatos de Fernando Henrique Carodoso e Luiz Inácio Lula da Silva.
No último mês do primeiro mandato da petista, após ter sido reeleita presidente da República e antes do início das crises econômica e política atual, 40% da população considerava o governo ótimo ou bom, agora, são apenas 10%.
A popularidade da presidente também caiu entre os mais jovens, com idades entre 16 e 24 anos, com 77% deles considerando o governo ruim ou péssimo, oito pontos percentuais a mais do que o levantamento anterior. No entanto, cresceu entre os eleitores com mais de 55 anos: 24% para 28% entre os que confiam na presidente e de 13% para 17% entre os que consideram ótimo ou bom.
Entre aqueles com ensino superior, o índice de ruim ou péssimo subiu sete pontos percentuais, chegando a 73%, e a desaprovação foi de 82% para 88%.