CIÊNCIA: A força da oração
Redação DM
Publicado em 20 de agosto de 2015 às 01:46 | Atualizado há 1 anoFernanda Laune,Da Editoria de Cidades
É certo que cada vez mais a fé e a ciência estão se entendendo. Pesquisas revelam que o poder da oração, da prece ou meditação tem efeito surpreendente. Na Bíblia, o poder da oração é o poder de Deus, que escuta e responde as nossas homilias. Já para a ciência, o reconhecimento desse poder ainda é um desafio constante. Afinal, por que devemos rezar, orar ou meditar?
De acordo com o teólogo Clóvis Ecco, coordenador do curso de pós-graduação em Ciências da Religião, da PUC-GO, é a partir da oração que a pessoa consegue “coabitar consigo mesma”.
Ela conduz o indivíduo para a ação pensada, integrada, selecionada e criativa. “As grandes descobertas científicas, no decorrer do tempo, sempre exigiram uma grande capacidade de condução de si. Quando a pessoa se sente frágil, busca na oração o discernimento. Na dúvida, busca-se na oração a certeza. Na raiva, busca-se na oração à calma”, completa.
Clóvis explica que, de acordo com a Bíblia, a oração apresenta dois pilares de sustentação: Moisés, que liberta o seu povo, e a terra prometida. E, segundo, a passagem da vida, morte e ressurreição de Jesus. A Bíblia conduz incondicionalmente para a libertação.
Para ele, a oração dá significado, sentido e identidade para um povo. “A vida é cheia de obstáculos e tragédias. O sofrimento faz parte da condição da pessoa humana. A oração dá coesão para os praticantes daquela determinada crença. Ela encarnada nos conduz necessariamente à prática da bondade e solidariedade. A oração dá certeza nas incertezas. É o elo com aqueles que já partiram para a eternidade”.
Clóvis Ecco explica também que o cristão se relaciona com Deus através da prática da solidariedade. O cristianismo é essencialmente a comunidade que ora, festeja e interpreta o mundo, mas também que acolhe o outro como irmão. Para ele, o Deus cristão é profundamente ético e ofender o semelhante é ofender a Deus também. E da mesma forma a prática da solidariedade agrada a Deus.
Para o espírita Adeclair Júnior, sua religião enxerga Deus como um pai amoroso, que mesmo antes de expressarmos nossa vontade já a conhece. E quando o pedido não é atendido, é uma forma de Deus estar protegendo, aguardando o momento em que essa concessão nos traga progresso. “Assim enxergamos Deus, nosso Pai de amor e bondade”, afirma.
Orar em segredo e de forma silenciosa é a melhor forma, explica o espírita. De acordo com o “Evangelho Segundo o Espiritismo”, no capitulo 27 “Pedi e Obtereis”, o ideal é que a reza ocorra reservadamente. Assim, a pessoa pode manter uma conexão mais pura com Deus, sem pudor, de forma sincera demonstrando o desejo de vencer as dificuldades e ser melhor espiritualmente.
De acordo com Adeclair, os poderes da oração podem ser respondidos por Deus, através do merecimento, a doutrina espírita ensina que “fora da caridade não há salvação” e o próprio Cristo disse que “o amor cobre a multidão de pecados”. “Assim podemos entender que o amor ao próximo e a abdicação de si mesmo são o caminho para rompermos a crisálida espiritual que nos aprisiona e infelicita”, completa.
INTIMIDADE
Para o pastor Cláudio Henrique Chaves, da igreja Assembleia de Deus – Ministério Fama, a necessidade de orar leva a ter mais intimidade, alcançar respostas na medida em que o indivíduo cresce em Deus, orando, lendo e praticando o que a Bíblia ensina. “Por isso Deus tem tanto prazer em responder nossas orações para que o nome dele seja exaltado”, declara.
O pastor explica que existem vários tipos de orações, cada um com a sua finalidade e seus “poderes”: a oração de adoração e louvor é quando a pessoa ora exaltando a pessoa e os atributos de Deus, a de confissão é quando confessa os pecados e abre o coração para o arrependimento, a de intercessão que é quando ora por outras pessoas, as súplicas que é o ato de orar com insistência e constância, a de petição que é quando ora e coloca os desejos e vontades, e por fim, a de ação de graças que é o ato de agradecer a Deus por tudo que concedeu, independente se é na alegria ou tristeza.
Pastor Cláudio fala que existem barreiras naturais fazendo com que as orações não sejam ouvidas por Deus pela falta de intimidade e temor ao sagrado, tais como: pecado, falta de perdão, quebra nos relacionamentos e alianças.
“A oração universal do cristão o Pai Nosso, nos ensina que devemos perdoar uns aos outros para recebermos perdão e sermos ouvidos por Deus em nossas orações”, diz.
Já de acordo com o padre Rafael Magul, da Paróquia São Nicolau, a Igreja Ortodoxa “tem muita riqueza especialmente manifestada nos símbolos. O ritual é diferente, com simbologia de muita riqueza conservada ate hoje”.
De acordo com o padre Rafael, o poder da oração é a energia interior, nasce do coração, por isso Jesus Cristo dizia que o verdadeiro tesouro está em no coração. Para ele, a oração pode ser realizada de várias maneiras, seja para agradecer, pedir ou louvar. “Jesus Cristo nos ensinou a orar e temos dois jeitos: a oração pessoal e a oração comunitária. Aquele que não reza sozinho, não reza em comunidade. Para poder orar em comunidade, devemos aprender a rezar sozinho primeiro”, completa.
Padre Rafael explica que se Jesus ensinou a rezar e pedir, é porque ele quer escutar. “Nós temos que abrir o nosso coração e pedir, abrir a nossa mente. Já está comprovado que a mente quando reza tem uma sincronização entre corpo, mente e alma”, afirma.
Para ele, uma pessoa que reza, ora, é uma pessoa que deposita a sua fé e confiança em Deus. “É como rezarmos um Pai Nosso, seja feita a vossa vontade”. A fé é manifestada pela oração e as ciências pelo conhecimento, juntos fazem encontrar o equilíbrio.
Oração ativa parte emocional do cérebro


Estudiosos das manifestações cerebrais da fé, como Andrew Newberg, diretor do Centro de Medicina Integrativa da Universidade Thomas Jefferson, na Filadélfia, analisam o efeito das “questões espirituais” sobre o cérebro.
Para ele, as experiências espirituais são muito diversificadas e incluem processos cognitivos, emocionais, de percepção e de comportamento. Dependendo do tipo de experiência, é possível analisar as diferentes maneiras de como o cérebro responde a esses estímulos.
Na pesquisa que analisou o efeito da meditação e da oração no cérebro, o cientista injetou um corante radioativo inofensivo, mas que pode ser detectado por aparelhos de tomografia, em budistas, freiras, ateus, pentecostais falando em línguas e médiuns brasileiros praticando psicografia.
O cérebro de cada um foi verificado em duas etapas, na primeira em estado de repouso e em seguida enquanto estava envolvido em uma prática espiritual. Através desses testes, o cientista obteve ligações surpreendentes entre espiritualidade e cérebro.
Quando os pacientes estavam envolvidos em oração ou meditação, tendem a ativar os lobos frontais do cérebro, que está relacionado com a concentração, e a parte emocional, que também fica mais ativa. Já a parte posterior do cérebro na região parietal que é responsável pelo entendimento do meio ambiente, do corpo e tempo, se silencia.
O cientista acrescenta que pesquisas constataram que a meditação pode melhorar a memória e concentração. Segundo o pesquisador, as práticas espirituais reduzem a depressão, ansiedade e stress, servem como um fortalecedor geral do cérebro, a chave para o florescimento humano. E ainda completa que considera o ateísmo um sistema de crença.

DNA possui funções mediúnicas
O biofísico russo e biólogo molecular Pjotr Garjajev (foto), membro da Academia de Ciências da Rússia, que está investigando o comportamento vibracional da molécula de DNA e a sua holografia. Para o cientista, o DNA é bioformador, um supercondutor de luz e, além disso, há evidências de que ele atua como receptor, armazenador e doador ou transmissor de luz.
Garjajev explica que a molécula de DNA realiza comunicação interdimensional e pode inclusive explicar os mecanismos que envolvem a mediunidade, tais como clarividência, cura a distância, intuição, telepatia e autocura. Ele e sua equipe estão conseguindo reprogramar o DNA em organismos vivos ao usarem as frequências de ressonância do DNA corretas e com isto estão conseguindo regenerar moléculas de DNA danificadas, através de sons, palavras, luz e frequências.
