Brasil

A evolução no futebol dentro e fora do campo

Redação DM

Publicado em 31 de julho de 2015 às 22:28 | Atualizado há 11 anos

A evolução no futebol é diferente da evolução do futebol. No futebol, é no jogo em si, dentro do campo. Do futebol, é a evolução do jogo dentro do campo e fora dele. É a evolução geral do jogo. A Inglaterra é a mãe do futebol e o Brasil são os filhos do futebol. É a continuação da família futebolística. Existe na literatura chinesa, de onde provem a cultura, este louvor às mulheres em prosa e verso: “Ninguém deveria assistir como murcham as flores, como se perde a lua no horizonte ou como morrem na juventude as belas mulheres.” De fato o túmulo da beleza feminina, que é o prostíbulo, esta evoluindo para o fim. Parafraseando esta prosa-poética eu diria: ninguém deveria assistir os jogadores de futebol, no auge da arte e da idade, encerrarem a carreira futebolística, alijados do jogo com fraturas ósseas e contusões corporais irreversíveis, causadas pela brutalidade das jogada. O fim da violência no futebol evoluirá com novas teorias das regras do jogo. Juca Kfouri, cronista esportivo, falando sobre a Comissão da CBF, na sua coluna dominical da Folha de São Paulo do dia 05 do mesmo mês, escreve que Marco Polo Del Nero nunca deu uma boa ideia para o futebol; que Dunga, técnico da seleção brasileira, nunca teve uma frase lapidar, um instante criativo; Gilmar Rinaldi, atual assistente técnico da seleção brasileira, é apenas empresário e sua melhor ação foi a de empresariar o imperador Adriano e dizer que acionará Zico na justiça, e que a CBF é a Casa Bandida do Futebol. Pois bem. O fundamento da evolução humana é a teoria. Somente a teoria transforma a pratica. Afirma-se que “sem teoria revolucionaria não há pratica revolucionaria”. No futebol, os dois fatores proeminentes do jogo são: a bola e a área de defesa, formada pela pequena área, local incólume do goleiro, onde ele exerce a posse absoluta do jogo, e a grande área, local defensivo indefensável pelos atacantes, onde a prioridade absoluta é dos defensores, cuja missão é impedir o gol, o fim da disputa; na grande área o direito de posse dos defensores é o mesmo da posse jurídica do possuidor da propriedade, onde ele exerce a legitima defesa até com violência letal. Com relação à bola, o objetivo do jogo, e não o corpo do jogador, a posse da bola é o time que tem a possibilidade do gol. Sem a posse da bola não se faz o gol. Dentre os 22 jogadores em campo o goleiro dispõe de todas as vantagens quando tem a posse da bola. Ele joga com os pés e as mãos e de frente para o campo do jogo. A sua visão do jogo é completa. Jamais seu time deve perder a posse da bola quando o jogo é reiniciado pelo goleiro. O goleiro que transfere a posse da bola ao time adversário não conhece o jogo ou é mal orientado pelo técnico. No campo do jogo, a posse da bola não deve ser disputada nas bolas divididas, porque nessas disputas vale mais a força física do que a habilidade mental do jogador no vedar os ângulos da jogada ao adversário, mesmo porque a bola dividida para o jogo, e a paralisação do jogo é antijogo. Ninguém vai ao campo para assistir jogo parado. A rigor, o futebol científico não admite paralisação de jogada. O jogo deve ser jogo corrido o tempo todo. Para chegarmos à esta evolução, eu proponho as seguintes regras: dentro da área de defesa a vantagem é do defensor; fora da área de defesa a vantagem é do atacante. Estas duas regras extinguem por consequência, o pênalti, o impedimento e a expulsão, punições que inibem a evolução das jogadas. Quem conhece o erro não comete mais erro. As regras atuais confundem todos nós, não são regras claras, do entendimento comum, com erros repetitivos de um jogo para o outro. Eu quero evoluir com os outros evoluindo comigo. Não estou parado e não gosto de ver futebol paralisado a todo instante. Venham a mim, que eu tenho  a teoria que nos levará à pratica do futebol científico. Este é meu convite e a minha certeza.

 

(Eugênio Rios, advogado, jornalista, membro da AGI)

 

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