Hugo pede sindicância pela morte de dona de casa; família vai processar Estado
Redação DM
Publicado em 21 de julho de 2015 às 02:44 | Atualizado há 11 anosKidia Lima e Beto Silva
O Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) emitiu nota, na tarde de ontem, onde pontua o que teria ocorrido com a paciente Patrícia Costa França Ferreira. A unidade informa que foi aberta sindicância para apurar as condutas de todos os envolvidos na assistência dada a paciente. Os dados serão encaminhados ao Conselho Regional de Medicina que apurará se houve algum ato ilícito ético ou de conduta profissional.
Familiares da vítima cogitam entrar com ações penais e civis para apurar as condutas dos suspeitos pela morte e a responsabilidade civil do Estado, que deveria zelar pela saúde da paciente.
Patrícia Costa da França Ferreira teve aneurisma e morreu, na tarde de sábado, no Hospital de Urgência de Goiânia. Ela foi enterrada na ontem. Desde o dia 7, procurou tratamento na rede pública de saúde de Goiás.
Somente no Hugo, ela procurou atendimento quatro vezes. A queixa da paciente (forte dor que seguia dos olhos à nuca) foi aparentemente negligenciada. Quando seus familiares foram visitá-la na UTI, no sábado, ela já havia morrido.
A indignação da família gerou revolta ontem, quando familiares desesperados usaram as redes sociais para se manifestar. Na imprensa, a indignação tomou conta das manchetes: a vítima do atendimento público deixou dois filhos pequenos e tentou desesperadamente ser atendida.
Se estivesse viva, Patrícia Costa França Ferreira estaria a caminho do terceiro filho, pois o próprio Hugo informou que a dona de casa teve um aborto espontâneo, ou seja, ela estava, de acordo com o hospital, grávida.
HORÁRIO
Existem divergências no que diz respeito às informações sobre o horário da morte de Patrícia. De acordo com a Central de Óbitos de Controle de Sepultamentos da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), o horário é diferente do que foi passado pelo hospital para a família.
O Hugo apresentou a justificativa de que a divergência ocorreu devido ao protocolo de morte cerebral. Portanto, de acordo com a unidade médica, foram realizados os exames que o Ministério da Saúde (MS) exige.