Paulo Roberto Costa é ouvido novamente e mantém versão sobre Palocci
Redação DM
Publicado em 23 de junho de 2015 às 11:06 | Atualizado há 11 anosCURITIBA. O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa está depondo novamente, desde às 9h30min, para uma equipe de delegados da Polícia Federal e procuradores da Justiça vindos de Brasília para esclarecer as principais divergências nos depoimentos de delação premiada tanto do ex-diretor quanto do doleiro Alberto Youssef . Na acareação de segunda-feira entre os dois, que durou mais de oito horas, as discrepâncias foram mantidas. No depoimento desta terça-feira, os delegados federais ouvirão isoladamente Paulo Roberto Costa agora pela manhã e Youssef à tarde. Cada um dará sua versão dos fatos. Os dois falarão apenas sobre os inquéritos que envolvem políticos com foro privilegiado e que estão sendo investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao chegar para o depoimento, o advogado de Paulo Roberto Costa, João Mestieri, disse que nesta terça-feira não haverá acareação: Costa fala pela manhã e Youssef à tarde.
— É possível que hoje os delegados queiram saber como foi o caso em que o ex-ministro Palocci pediu R$ 2 milhões para a campanha de Dilma em 2010. Paulo Roberto vai manter sua versão. Ou seja, Palocci lhe pediu o dinheiro e Youssef pagou. Essa é a verdade. Paulo Roberto sempre manterá sua coerência em torno dos fatos relatados — disse Mestieri.
Youssef, no entanto, tem dito que não entregou dinheiro a Palocci e que não conhece o ex-ministro. A assessoria de imprensa do ex-ministro diz que Palocci nunca pediu o dinheiro a Paulo Roberto Costa. Para Mestieri, as divergências entre Costa e Youssef são pequenas.
— Em 95% dos casos eles convergem. É que a maioria dos fatos aconteceu em 2008 ou 2010 e muitas vezes alguém esquece um detalhe.
A audiência com Paulo Roberto Costa na PF deve terminar por volta do meio-dia. À tarde, ele estará na Justiça Federal para falar ao juiz Sergio Moro nos inquéritos dos ex-deputados federais Luis Argollo (PP) e Pedro Corrêa (PP), presos no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Argolo e Corrêa também serão ouvidos.